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CORONAVÍRUS

"Estamos vencendo a pandemia", próximo aos 130 mil mortos Bolsonaro diz que seu governo "fez tudo"

No dia que nos aproximamos dos 130 mil mortos, o presidente negacionista teve a cara de pau de afirmar que o Brasil foi um dos países que "menos sofreu com a pandemia dadas as medidas tomadas pelo governo federal"

sexta-feira 11 de setembro| Edição do dia

No momento em que o Brasil chega a cerca de 130 mil mortos pelo novo coronavírus, Bolsonaro voltou a dizer que "estamos praticamente vencendo a pandemia". Ele também afirmou que o governo "fez tudo" para que os efeitos negativos fossem minimizados. Enquanto o Brasil ocupa o segundo lugar em número de mortes no mundo, Bolsonaro declarou que o País tem sido reconhecido no exterior como um dos que "menos sofreu com a pandemia dadas as medidas tomadas pelo governo federal".

"Estamos praticamente vencendo a pandemia, o governo fez tudo para que os efeitos negativos da mesma fossem minimizados. Quer seja com auxilio emergencial, que atingiu 65 milhões de pessoas, quer seja auxílio a micro e pequenas empresas, com crédito. Ou seja, investindo também massivamente meios e recursos para que governadores e prefeitos não faltassem na saúde para atender os infectados", afirmou o presidente.

A desfaçatez de Bolsonaro impressiona, sua postura negacionista que levou o Brasil ao 3º lugar no ranking de mortes no mundo todo, tornou o país reconhecidamente um dos símbolos do que não fazer em relação ao combate ao vírus. Pregando contra o isolamento, Bolsonaro sequer adotou essa medida mínima para evitar a perda desnecessária das milhares de vidas que vemos, quanto mais medidas consequentes como a realização de testes massivos, a centralização dos leitos de UTI no sistema público, contratação emergencial de médicos e trabalhadores da saúde.

Além das crises sistemáticas, o foco da atuação de Bolsonaro foi em relação a economia, pelo menos no discurso isso foi o que o presidente tentou encenar. Porém, sequer o valor de R$ 600, já insuficiente para o sustento de uma família, foi proposto por Bolsonaro, que agora também cortou o valor pela metade, enquanto os impactos da crise econômica, com o desemprego e a carestia seguem afetando milhões de brasileiros.

Bolsonaro "fez tudo" mesmo, mas para que os brasileiros se vissem atingidos em cheio pela crise sanitária e econômica, com os trabalhadores espremidos entre o risco do contágio pelo vírus e a ameaça do desemprego e da miséria.




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