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XENOFOBIA

Estados Unidos: civis armados contra imigrantes chegam à fronteira

Seguindo o discurso xenófobo de Trump, grupos radicais de direita esperam armados a chegada de imigrantes da América Central.

segunda-feira 5 de novembro| Edição do dia

Grupos de civis estadunidenses armados acampam na fronteira com México para “ajudar” os militares destacados e a Patrulha Fronteiriça a impedir a entrada de imigrantes da América Central que estão em distintas caravanas para os Estados Unidos.
É esperada a chegada de mais milícias que, segundo o jornal Sin Embargo, citando The Washington Post, “estão trazendo refrigeradores e tendas, engraxando rifles e ajustando aeronaves não tripuladas; eles planejam formar suas próprias caravanas e arrastar as tropas estadunidenses para a fronteira”.
Esta é a resposta de setores radicais de direita nos EUA frente aos alertas e alarmes lançados nos últimos dias por Donald Trump, para quem os imigrantes da América Central constituem uma ameaça à segurança dos EUA.
Além de um discurso de criminalização e ódio contra imigrantes, a política de Trump inclui o destacamento de 7.000 militares – que podem chegar a 15.000 – à fronteira para reforçar os 2.100 efetivos da Guarda Nacional que já estão alocados na área.

O inquilino da Casa Branca declarou que os imigrantes que tentam entrar no território estadunidense ficarão presos por muito tempo. Anteriormente, ele fez uma ameaça de abrir fogo contra as pessoas que empunhavam pedras, da qual recuou.

Saiba mais: Trump quer revogar a cidadania por nascimento de filhos de imigrantes

Entre as milícias civis que chegaram à fronteira, formadas por fazendeiros dos Texas, Oregon e Indiana, estão os “Minutemen”, grupo caracterizado por dedicar-se à caça de imigrantes, muito ativo desde a presidência do “deportador chefe”, Barack Obama, do Partido Democrata.

Ativistas de direita se dedicaram a coletar milhares de dólares pela internet para financiar estes grupos armados.

O aumento das ações de indivíduos fanáticos e grupos de extrema direita nos EUA veio de mãos dadas com as políticas xenófobas e racistas impulsionadas por Trump, que faziam parte da retórica nacionalista que o levou à presidência e que agora utiliza com a intenção de consolidar o voto de sua base conservadora para as eleições intermediárias (legislativas), que ocorrerão amanhã, para que o Partido Republicano seja maioria nas câmaras do Congresso.

Leia também: “A caravana de imigrantes é resultado das políticas imperialistas na América Central”.

A mobilização de civis armados na fronteira entre o México e os EUA se dá em um clima de intensa polarização social e violência política durante a reta final da campanha eleitoral.
O êxodo da América Central é causado pela miséria e violência que se vive na região, atrás das quais está a interferência do imperialismo norte-americano.
Enquanto os membros da primeira caravana de imigrantes começaram a chegar na Cidade do México, outras duas caravanas viajam pelo sul do país.

Veja também: Declaração do Movimento dos Trabalhadores Socialistas México




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