Internacional

TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Estados Unidos assassina chefe do alto comando militar iraniano em Bagdá

O Irã responsabilizou os Estados Unidos pelo bombardeio próximo ao Aeroporto de Bagdá. Neste bombardeio foi assassinado o militar Qassen Soleimani, mão direita do Aiatolá Khamenei, e também o segundo líder no comando das milícias pró Irã.

sexta-feira 3 de janeiro| Edição do dia

Na madrugada de 3 de janeiro (horário do Iraque) ao menos três mísseis caíram nas imediações do aeroporto localizado na capital da Iraque.

Na localidade transitavam em dois carros que foram destruídos pelo ataque o general Soleimani, General da Guarda Revolucionária iraniana e o comanda das Forças de Mobilização Popular (Hashd al Shaabi) – trata-se de uma coalização de mílicas pró-Irã que hoje estão integradas ao Estado Iraquiano – e o número dois em seu comando, o comandante Abu Mehdi al Muhandis.

A televisão pública iraquiana fez um uma anúncio denunciando também a morte de outras 6 pessoas que acompanham os militares iranianos.
Assim que a noticia foi divulgada o preço do petróleo disparou 3 a 4% em vários países do mundo, Brasil incluído. "Terceira Guerra Mundial” virou trending topic no Twitter.

Na terça-feira passada, último dia de 2019, milhares de manifestantes rodearam a embaixada norte-americana em Bagdá, repudiando o ataque dos EUA, dias antes, à mílicias xiitas (facção muçulmana que governa o Iraque desde a derrubada de Sadam Hussein pelos EUA em 2003).

Naquele ataque o imperialismo ianque ceifou ao menos 25 vidas com foguetes atirados a partir de instalações americanas no Iraque. A “desculpa” foi a morte de um “prestador de serviços” americano (eufemismo que os EUA utiliza para denominar os militares que defendem os interesses de empresas ianques)
O governo de Donald Trump foi escalando a situação até chegar nesse ponto desta sexta-feira com o assassinato de altos comandantes iranianos no território iraquiano. 6 meses atrás o mesmo governo esteve a ponto de iniciar uma guerra, com consequência imprevisíveis, com o mesmo Irã.

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, declarou após a morte do “prestador de serviços”: “Se arrependerão, estamos prontos para nos defender e impedir posteriores ações por parte destes grupos guiados pelo Irã.”

Depois do atentado em Bagdá que ceifou a vida de Soleimani e Al Muhandis, em uma clara provocação, Trump twittou a imagem da bandeira americana.

Minutos antes da publicação desta matéria, sabe-se que o Irão convocou com urgência o Conselho Nacional para avaliar sua resposta ao assassinato de Soleimani e já adiantou que realizará violentas represálias.

Ao longo do dia publicaremos atualizações sobre este conflito em meio a agressão imperialista americana.




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