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Estados Unidos abre embaixada para restabelecer sua influência em Cuba

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry participou da cerimônia de inauguração da embaixada de seu país em Cuba. Durante o evento os dois países discutiram a portas fechadas um acordo que cria uma comissão de reaproximação entre os países coloca em risco as conquistas do povo cubano.

sábado 15 de agosto de 2015| Edição do dia

Foto: U.S. Department of State

Desde 1961 que uma bandeira norte-americana não era hasteada em território cubano, o que representou durante anos conquistas econômicas e sociais para o povo cubano como educação gratuito e para todos, sistema de saúde referência internacional e a não ingerência dos Estados Unidos seja no governo seja nas empresas pode estar em risco. Tanto os anúncios do chanceler cubano quanto de John Kerry abrem margem para que os cubanos vejam suas conquistas negociadas em troca da abertura comercial e de Guantánamo.

O secretario de Estado norte-americano declarou que uma “democracia genuína” na qual os cubanos possam “escolher livremente a seus governantes” é o melhor modelo para a ilha cubana. O secretário também comentou que “nossas políticas do passado não conduziam com uma transição democrática aqui em Cuba” e não espera mudanças no curto prazo, mas a simples indicação da reaproximação entre a ilha e a maior potência imperialista já seria uma negociação desigual.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez destacou que a comissão de reaproximação começará a trabalhar em setembro. As diferenças entre os países também foram comentadas com relação a desigualdade racial quase nula na ilha e a polícia menos violenta, resultado inegável do levante que o povo cubano desenvolveu na luta contra o imperialismo. Depois de anos de dificuldades econômicas e pelo cerco contínuo dos EUA, os governantes de Cuba estão cedendo à pressão do Norte para destruir as últimas conquistas do processo de luta que deu origem à Revolução Cubana e que ainda sobrevivem na ilha.




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