Gênero e sexualidade

Festa Junina contra as opressões no Metrô

Estação Santa Cruz realiza Festa Junina contra as opressões

terça-feira 23 de junho de 2015| Edição do dia

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No dia 19/06, na estação Santa Cruz do Metrô de São Paulo, trabalhadoras e trabalhadores do turno tarde realizaram uma festa junina na copa da estação, com comidas e decorações típicas. Além dos funcionários da estação e seguranças, estiveram também presentes na festa familiares, terceirizadas, jovens cidadãos (estagiários) e companheiras do grupo Pão e Rosas, que apresentaram a campanha internacional "#niunamenos" contra o feminicídio.

A principal proposta da festa, além da confraternização caipira típica, era também protestar contra o machismo, homofobia, racismo, entre outros preconceitos diretamente ligados ao machismo e a opressão às mulheres, presentes na sociedade.

Tânia Paula, uma das organizadoras, disse que "a festa serviu para abrir espaço para um debate importante na base da categoria e da sociedade, e construir esse diálogo na estação é uma amostra de como deve ser ainda mais aprofundado, pois esses preconceitos e opressões são umas das mais poderosas armas da burguesia para a dominação ideológica e para a divisão da classe trabalhadora, numa lógica em que seus próprios membros se tornam opressores e oprimidos de si mesmos, mantendo seguros os privilégios dos ricos e os perpetuando no poder". A abordagem deste tema, feita nessa festa na estação Santa Cruz, é inédita entre metroviários e deve servir de exemplo para trabalhadores das diversas áreas do Metrô e de outras categorias.

Neste mesmo dia, as metroviárias também afixaram, no mural de notícias e informações da estação, cartazes sobre o tema machismo, contendo explicações concisas e de fácil compreensão sobre o que significa a opressão às mulheres, o que significa a opressão aos gays, lésbicas e pessoas trans, o que é estupro, o que é vitimização, por que esses preconceitos não devem ser motivo de piada etc.

Já Nycolle, funcionária da Estação, espera "que seja o começo de uma abordagem maior e mais efetiva sobre o assunto e que se torne uma campanha constante e que cada vez mais atinja outras estações do Metrô, de forma a nos unirmos também com os usuários do sistema de transporte, contra toda forma de opressão!"




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