Internacional

G20 NA ARGENTINA

Esquerda argentina lista 8 motivos sobre por que irão protestar contra o G20

Eles são a guerra, a dívida, a miséria. Nós somos a caravana de imigrantes, os coletes amarelos, os lenços verdes, a luta anti-imperialista. Por que marchamos. Um chamado do PTS, integrante da FIT.

quinta-feira 29 de novembro| Edição do dia

Porque o G20 [cúpula de chefes de Estado que se reunirá no dia 30 em Buenos Aires] é o grande circo no qual os imperialistas “debatem” como repartem o mundo entre si

Ali estarão os presidentes de 19 países e a União Europeia, mas também os presidentes do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC). Ou seja, os organismos internacionais que comandam o saque à Argentina e a centenas de povos em todo o mundo.


Porque vamos repudiar esses “líderes” o tanto quanto são repudiados em seus países

Saqueadores, racistas, misóginos e belicistas. Donald Trump, o milionário que governa os EUA e que declarou guerra às famílias trabalhadoras de imigrantes, aprisionando até suas crianças.

Xi Jinping, que disponibilizou a maior parte do armamento para a Cúpula, com o mesmo espírito repressivo com o qual persegue em seu país grevistas e homossexuais. Seu “gêmeo” Vladimir Putin. Angela Merkel, a chanceler alemã que projetou o ajuste brutal à Grécia. Emanuel Macron, cuja aprovação caiu para 25% depois das reformas previdenciárias e o aumento dos combustíveis.

Giuseppe Conte, o primeiro-ministro italiano que quer expulsar 500.000 imigrantes os quais seus funcionários chamam de “escravos”. O golpista e ajustador Temer, que não pode levar como companheiro de viagem o “facho” Bolsonaro, como queria.

Peña Nieto, o presidente mexicano que termina sua gestão com os assassinos dos estudantes de Ayotzinapa impunes. Sebastián Piñera, o direitista chileno experiente em reprimir estudantes e assassinar Mapuches. Theresa May, a herdeira de Tatcher que segue com a ocupação inglesa das Ilhas Malvinas.


Porque nos sentimos como cada um dos atingidos e atingidas por esses “líderes”

Somos as famílias migrantes hondurenhas que caminham dia e noite até a fronteira. Somos os estudantes chineses que apoiam as greves e os sindicatos independentes em Jasic e dezenas de fábricas. Somos os trabalhadores indianos da Royal Enfield e da Hyundai que completam 50 dias de greve.

Somos os grevistas da Amazon na Alemanha e na Espanha, que se rebelam contra seus péssimos salários. Somos os imigrantes que fogem das guerras que o imperialismo semeia na África e na Ásia, os “escravos” que arriscam suas vidas no mar e perante a guarda costeira europeia. Somos os Coletes Amarelos, os ferroviários e os jovens franceses que dizem “Fora Macron!”. Somos os comuneros Mapuches. Somos os 43 de Ayotzinapa.


Porque somos as centenas de milhares de mulheres que marcharam nos EUA rechaçando o misógino Trump

Somos o movimento LGBTI que enfrenta o regime opressivo de Putin. Somos as jovens sul-africanas que denunciaram frente ao presidente Cyril Ramaphosa que seu país tem o recorde mundial de violações e que os feminicídios não param de crescer. Somos as estudantes chilenas pela educação pública. Somos as mulheres da maré verde que fizeram a Argentina tremer e seu grito sacudiu as mulheres de outros países.

Somos essa bandeira internacionalista que se agita frente a cada luta da classe trabalhadora, do movimento de mulheres e da juventude do mundo que enfrentam os mais odiados.

Porque rechaçamos que a Argentina siga se ajoelhando diante das grandes potências

Repudiamos a entrega que Macri segue fazendo de nossos recursos e a exploração da classe trabalhadora. Porque ele quer assinar acordos com os EUA para explorar a “vaca morta”, com a China para “obras públicas” e com outras potências para que dois terços das grandes empresas do país sigam nas mãos do imperialismo. Mas acima de tudo, para continuar pagando “religiosamente” a dívida aos especuladores. No orçamento de 2019, eles acabam de destinar US $ 600.000 milhões para “juros de dívida” a pedido do FMI.


Porque repudiamos a operação repressiva montada pela repudiável ministra Bullrich com os chefes militares e de inteligência de Trump, Putin, Xi Jiping e Merkel

Porque vão gastar US$ 12,085 milhões em logística e armamento para sitiar a cidade com 20 mil efetivos de forças próprias e estrangeiras. Todo esse arsenal para tentar amedrontar e desencorajar aqueles que querem se mobilizar. Por isso, vamos defender o direito a nos manifestar, vamos rechaçar a criminalização dos protestos que nos últimos dias fez duas vítimas do povo e repudiaremos a militarização da cidade.


Porque rechaçamos o saque de nossos recursos, a contaminação e destruição do meio ambiente que os líderes do G20 vêm consagrar

Nos últimos dias um informe científico denunciou que “a mudança climática está transformando onde e como vivemos e apresenta um desafio crescente para a saúde pública e a qualidade de vida, a economia e os sistemas naturais que nos ajudam a viver”. Trump disse “eu não acredito nele” e ele se recusa a assinar acordos para reduzir as emissões de dióxido de carbono e o aquecimento global. Eles querem destruir o planeta para as futuras gerações.

Por tudo isso, nesta sexta temos que estar lá. Para levantar nossa voz e nossas bandeiras contra os poderosos que mergulham milhões de pessoas em guerras, fome e miséria. Para rejeitar a entrega do país, o pagamento da dívida pública e os saques em curso. Para tomar como nossas cada causa da classe trabalhadora, das mulheres e da juventude que se levanta contra este sistema de exploração e miséria.

Venha com o PTS na Frente de Esquerda para o ato anti-imperialista e anticapitalista, e depois marchar conosco. Esta sexta, 30, às 13h, na Av. San Juan e 9 de Julio.




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