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Esquerda Diário participa em Buenos Aires de debates sobre Brasil, América Latina e Europa

terça-feira 1º de agosto| Edição do dia

Esta semana Esquerda Diário participará de um conjunto de debates na Cidade de Buenos Aires, Argentina, sobre a conjuntura política no Brasil, as esquerdas na Europa e na América Latina e a luta de classes no subcontinente focando, mas experiências sobre o sindicalismo de base na Argentina e o movimento estudantil chileno como expressão da construção de relações de força ao Estado desde um ponto de vista independente dos governos dos patrões e do Estado.

Será uma maratona de quatro mesas debates na qual participará Gonzalo Rojas, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e do staff do jornal Esquerda Diário no Brasil e membro do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT).

Na quarta-feira 02 de agosto, ás 17 horas, será realizado um debate sobre a conjuntura política brasileira organizado pelo Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe (IELAC) da faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires (FSOC-UBA) intitulada: E Agora, Brasil ? Conversatorio sobre los escenarios posibles. Será na Sala 307 na rua Marcelo T. de Alvear 2230. Neste debate político participarão também Amilcar Salas Oroño, Christy Gazaert Pato e Danilo Martuscelli da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Marcelo Falk e Juan Manuel Krag.
As outras três intervenções serão no XIII Congresso Nacional de Ciência Política organizado pela Sociedade Argentina de Analise Político (SAAP) na Universidade Di Tella.

Nesta quinta feira, 03 de agosto, numa primeira mesa sobre A situação institucional do Brasil atual, às 11 horas, na Sala A105. Na mesa também estará Perissinotto, Renato (Presidente da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e Inácio, Magna da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Às 16 horas, na SUM, a mesa será sobre as Experiências políticas das esquerdas na América Latina e Europa: desafios frente a nova conjuntura mundial, sob coordenação de Javier Amadeo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e dividirá a mesa com Atilio Boron, Universidade de Buenos Aires (UBA) e Centro Cultural da Cooperação (CCC)

Por fim na sexta feira, 04 de agosto, às 16 horas no Auditório será apresentado um trabalho no grupo Sindicatos, movimento operário e movimentos sociais em perspectiva comparada. O tema especifico será sobre o movimento estudantil chileno e o sindicalismo de base argentino como expressão da independência política em coautoria com a socióloga e mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências sociais da UFCG e integrante do staff de Esquerda Diário no Brasil e do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), Shimenny Wanderley.

Tudo isto no marco de uma crise orgânica do capitalismo, um fim de ciclo dos governos posneoliberais na América Latina e um giro a direita na superestrutura política e o fracasso das experiências neoreformistas na Europa o que reatualiza a questão da necessidade da recuperação do debate estratégico na esquerda.

Diante desse contexto, o Esquerda Diário terá a excelente oportunidade para politizar o debate a partir de uma visão ofensiva do marxismo, como vem realizando em diferentes lugares, em relação ao Brasil, em particular, é preciso fazer um balanço político da política de conciliação de classes do PT, discutir as saídas que estão propondo o próprio PT, diretas já! e outros setores da esquerda como eleições gerais e tirar lições para organizar a resistência renovando o chamado para que a juventude e os trabalhadores lutem contra o golpe institucional e contra os ajustes do governo golpista de Temer, defendendo uma constituinte livre e soberana.

Desde o Esquerda Diário lutamos pela derrubada de Temer e por uma nova constituinte transicional produto da mobilização como uma saída de fundo a crise e não para recompor este sistema político. Dessa forma, a saída para a crise tem que estar pautada na independência política da classe trabalhadora, através de um programa que nos permita intervir na luta de classes.

Para isso é central analisar e criticar as variantes neorreformistas como Syriza na Grécia e Podemos na Espanha e realizar tirar as lições das lutas do movimento estudantil chileno contra o governo de Nova Maioria de Michel Bachelet com a participação do Partido comunista Chileno e o sindicalismo de base na Argentina e sua estratégia ofensiva com sua articulação ao Partido de Trabalhadores Socialistas (PTS) que faz parte da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT) no país e junto com o Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT) do Brasil que impulsiona o Esquerda Diário e fazem parte da Fração Trotskista Quarta Internacional (FT-QI).




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