Política

Esquerda Diário participa de Conferência em Seminário da UFCG no Campus de Sumé

quarta-feira 7 de junho| Edição do dia

Esquerda Diário participará da I Semana de Ciências Sociais no campus de Sumé (PB) na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) através de Gonzalo Adrian Rojas (UFCG), professor de Ciência Política, no campus de Campina Grande da mesma universidade e membro staff desse jornal, o qual ministrará uma conferência intitulada “Novos Rumos da Política na América Latina: Uma análise Conjuntural”.A conferência será ás 19 h no auditório do Centro de Desenvolvimento do Semiárido (CDSA).

A intervenção do professor no Seminário terá como eixo a nova conjuntura política na América Latina no marco de uma crise orgânica do capitalismo mundial, caracterizada por um fim de ciclo dos governos “pós-neoliberais” que se combina com um giro à direita na superestrutura política.

Fazendo um balanço histórico desses governos “pós-neoliberais” das conseqüências políticas como a cooptação dos movimentos de massas, Rojas explicitará importância do papel da esquerda classista e socialista do continente nesses anos de reformismo, defendendo a independência política da classe trabalhadora e exemplificando o papel da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT) na Argentina.

Nesse sentido, sobre a conjuntura política brasileira defenderá que é preciso aproveitar a divisão entre as frações da burguesia para que os trabalhadores de forma independente barrem as reformas, exigindo que as centrais sindicais assembleias de base para construir grandes manifestações no dia 20 de junho e uma poderosa greve geral dia 30 de junho e a necessidade de uma saída política de fundo para crise impondo com a mobilização e a greve uma Constituinte.

Sobre as pautas das Diretas Já e de Constituinte exclusiva, o conferencista defenderá a articulação da luta contra as reformas com a possibilidade da derrubada de Temer para impor eleições para uma Assembleia Constituinte livre e soberana de perspectiva anticapitalista e de transição, com base na luta de classes contra os ajustes, cortes na educação contra as demissões e as perdas salariais que aumentaram a exploração do trabalho nos últimos meses. Deve servir, portanto, não para recomposição do regime político e sim para sua superação sendo conquistada pela mobilização dos trabalhadores e juventude.

Gonzalo também analisará o cenário de lutas atuais no Brasil, ressaltando que apesar da morosidade das centrais sindicais a classe trabalhadora paralisará no dia 30 e destacando que precisamos assumir nas nossas mãos, pela base, a construção dessa greve, para que seja efetiva e um novo marco da luta por derrubar de vez as reformas e o Temer.

É urgente que os sindicatos organizem assembleias democráticas em cada local de trabalho e que organizemos milhares de comitês de base, em cada local de trabalho, assim como também a juventude nos locais de estudo, sem esperar nem ter confiança de que a nossa luta será organizada "por cima" pelos sindicatos e centrais controlados.

O objetivo é realizar uma análise de conjuntura sobre América Latina e Brasil que nos permita tirar lições para intervir de forma ofensiva na luta de classes, num momento de crise econômica, política e social.




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