Mundo Operário

ESQUERDA DIÁRIO IMPRESSO

Esquerda Diário nas metalúrgicas de Osasco

Trabalhadores e estudantes panfletam o Esquerda Diário na autopeças Mecano Fabril (Osasco - SP).

quinta-feira 3 de março de 2016| Edição do dia

Acabou a greve na autopeças Mecano Fabril (Osasco-SP). Acabaram os problemas? Após 22 dias enfrentando a negligência da patronal, demostrando força, resistência para garantir os pagamentos dos salários atrasados os trabalhadores da Mecano Fabril encerraram esta dura greve no dia 24 de fevereiro. A empresa efetuou alguns pagamentos e prometeu pagar o restante em dez parcelas a partir de abril. O Esquerda Diário esteve presente na porta da fábrica durante todo o conflito. Prestamos nossa solidariedade ativa e junto ao Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) e estudantes da USP organizamos um pequeno fundo de greve para ajudar mais ativamente a luta. Achamos que se o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco (Força Sindical) tivesse organizado um fundo de greve para que fosse possível resistir mais tempo, um ato no centro de Osasco ou fechamento de avenidas e rodovias para dar visibilidade nos jornais e TV, os trabalhadores estavam dispostos a lutar até a empresa pagar todos os salários e abonos atrasados de uma vez. A desconfiança é grande e os operários e operárias da Mecano sabem que novas greves virão e com certeza tiraram importantes lições destes 22 dias de greve. Desde já nos colocamos à disposição dos trabalhadores para ajudar nas próximas batalhas.

Existe hoje no país uma onda de fechamento de fábricas. A Mabe do Brasil Eletrodomésticos é um exemplo em bastante evidência. Em Osasco temos o caso recente da metalúrgica Corneta que abaixou as portas e jogou centenas de trabalhadores no olho da rua. Como está a Mecano Fabril? O próprio sindicato disse em assembléia que a empresa apresenta sinais de "falência". O patrão diz que não tem dinheiro para comprar matéria-prima o suficiente para abastecer seus clientes (montadoras e outras autopeças). Mas, não basta falar, tem que provar. Acreditamos que é preciso exigir a abertura imediata dos livros de contabilidade da empresa, tem que mostrar o que ganhou, deixou de ganhar e para onde está indo o dinheiro. Provada a falência, os operários devem administrar a fábrica e exigir que o Estado garanta os investimentos e créditos necessários. E se o patrão fechar a fábrica, façamos como os operários da Mabe, que não aceitaram o fechamento e ocuparam as duas fábricas da empresa em Campinas e Hortolândia.

Se o patrão fechar, os trabalhadores abrem! Estatização da fábrica sob controle operário!




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