Educação

61º CONAD - ANDES-SN

Esquerda Diário apresenta balanço sobre resoluções 61º CONAD - ANDES-SN

O professor de Ciência Política da Universidade Federal de Campina Grande, e também integrante da rede internacional de diários digitais Esquerda Diário – impulsionado no Brasil pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT) – Gonzalo Adrián Rojas apresentou de diferentes formas seu balanço do 61º Conselho do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN), o CONAD que aconteceu em Boa Vista - RR, entre 30 de junho e 03 de julho.

quinta-feira 21 de julho de 2016| Edição do dia

Inicialmente foi entrevistado por Fred Oliveira, para o Programa de Rádio Educação, Cultura e Sociedade da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG). A entrevista, que tinha por objetivo realizar um balanço geral de sua participação no 61º CONAD, e especificamente um balanço das deliberações sobre análise da conjuntura e planos de luta, foi ao ar no mencionado programa na Radio Caturité AM 1050 de Campina Grande – PB, no dia 12 de julho.

O balanço foi publicado por este jornal na quarta-feira 13 de julho, e também se encontra reproduzido no site da entidade.

Em sua fala o professor Gonzalo apresentou as posições predominantes dos delegados em relação a conjuntura política, dividindo-as em três grupos principais: Uma análise da diretoria sainte, outra de setores mais vinculados ao PSTU, e ainda de setores mais ex-governistas.

Como foi apresentado em diferentes matérias neste jornal a análise da diretoria sainte era, no mínimo, insuficiente, já que “não falava de Golpe institucional, falava de manobra parlamentar”, tinha como pontos positivos “certas críticas que fazia à Central Sindical e Popular - CONLUTAS em relação as atividades que ela realizou, muito esvaziadas pela sua linha política”, no entanto sem fazer exigência a CSP - CONLUTAS, e mesmo que tenha falado em Greve Geral, não apresentou caminhos para construir. Nesse sentido a diretoria sainte tinha uma posição independente, mas de certa forma limitada, fazendo concessões ao PSTU num momento em que este não se delimita politicamente da direita.

Pela sua vez a análise do PSTU tanto nos documentos apresentados pelos docentes no congresso, como na fala inicial da CSP - CONLUTAS, não existia a mencionada delimitação com a direita, já que se caracterizava, claramente, “não foi golpe”, “não tem ofensiva conservadora no Brasil”, “e foi a classe trabalhadora que tirou o governo de Dilma”. Gonzalo se coloca dizendo que essa política de não delimitação com a direita, de “fora todos” e eleições já é uma saída política institucional que fortalece a recomposição desse regime político podre em crise.

Pela sua vez os setores ex-governistas vinculados a corrente O trabalho do Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Causa Operária, tentaram retomar a iniciativa política no sentido de tentar se mobilizar “contra o golpe”, mas acabaram se subordinado a posição da diretoria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que não faziam uma caracterização política, mas sim se apresentava profundamente impressionista. Eles mantinham uma posição contra o golpe, mas seu maior interesse era na verdade o “Volta Dilma”.

A principal novidade no debate de conjuntura, foi que a nova diretoria, mesmo sendo do mesmo campo político, levou resoluções políticas diferentes da diretoria sainte, “eles tentaram construir um consenso entre PSTU, PCB, setores do PSOL (que tem a mesma posição política do PSTU), desde um ponto de vista independente que a maioria da diretoria de ANDES, mas também tentaram construir consenso com setores governistas”.

Para Gonzalo em relação a esta importante resolução é preciso ter clareza e completar o raciocínio, o “Fora Temer” vem acompanhado de “eleições gerais já”, que em última instancia significa uma saída no interior do próprio regime, que acaba sendo fortalecido.

O mesmo acontece com a greve geral. É preciso defender e construir uma Greve Geral, mas além da CSP - CONLUTAS, que deve ser delimitar da direita, é preciso também exigir a CUT e a CTB que acabem com sua paralisia pelega, que deixem de estar mais preocupadas em defender seu aparelho, do que chamar assembleias nos lugares de trabalho para lutar efetivamente contra o golpe, abandonando sua política de subordinação a política de Lula, só preocupado por realizar conchavos com direita e nas eleições com Lula como candidato a presidente no ano 2018.

Gonzalo finaliza a entrevista colocando a saída apresentada, desde o início da crise pelo Jornal Esquerda Diário, denunciando o golpe institucional sendo preciso lutar pelo: Abaixo o governo Temer golpista e organizar uma constituinte livre e soberana, não parcial, conquistada a través da força da mobilização.

Retomar esta discussão e debate é central em momentos que tanto ADUFCG como as demais sessões sindicais de ANDES-SN estão convocando a assembleias de base para deliberar sobre uma pauta que inclui as deliberações do 61 CONAD, uma paralisação geral da educação no dia 11 de agosto e a construção da greve geral.
Desde Esquerda Diário utilizamos todas estas formas que temos a disposição para apresentar nossas posições a categoria na perspectiva de uma intervenção firme e com estratégia na luta de classes.




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