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Esposa de Almirante “número dois” do Ministério da Defesa ocupa cargo na presidência

Mulher de Almir Garnier Santos, secretário-geral do Ministério da Defesa, assume cargo na Secretaria-Geral da Presidência com salário líquido de mais de 20 mil reais

quinta-feira 25 de junho| Edição do dia

Como denunciado anteriormente aqui, o filho do almirante já ocupa posto importante, cargo de livre provimento na área de compliance da Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais). A esposa do militar, Selma Foligne Crespio de Pinho, que assumiu em novembro de 2019, poucos meses depois de se aposentar na Marinha, um cargo no governo Bolsonaro, cargo comissionado na SG (Secretaria-Geral da Presidência), emcabeçada pelo ministro Jorge Antônio Oliveira Francisco, policial militar da reserva.

No último dia 8, o ministro exonerou Selma do cargo anterior e logo em seguida a nomeou para exercer outro cargo no órgão, o de diretora de Estratégia, Padronização e Monitoramento de Projetos da Seme (Secretaria Especial de Modernização do Estado) da SG. A unidade que passa a ser dirigida por Selma, havia sido criada um mês antes.

A nova diretora terá como atribuições, entre outras, "definir e orientar sobre a aplicação de metodologias de gerenciamento de projetos, no âmbito da Secretaria Especial, e instituir o processo de gestão do conhecimento" e "monitorar os projetos da Secretaria Especial e disponibilizar painéis que contenham as informações consolidadas do carteira de projetos".

Somados, os ganhos dos três membros da família Garnier durante o governo Bolsonaro giraram em torno de R$ 56 mil mensais, em média, nos últimos meses. O almirante Garnier tem uma remuneração bruta de R$ 40 mil, mas recebe líquidos R$ 25,6 mil mensais, já que é aplicado o "abate teto", mecanismo pelo qual um servidor não pode receber mais do que um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os privilégios dos Generais e a corrupção dos militares não são de hoje, e tem a ver com sua relação com o Estado. Hoje já são quase 3000 militares da ativa ocupando cargos no governo, e se tornam repetidos os casos de nepotismo e favorecimento próprio, passando a grande maioria impunes. Hoje toda família do almirante está em cargos públicos com salários de mais de 5 dígitos.




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