Política

ATOS ANTIFASCISTAS E ANTIRRACISTAS

Esplanada será palco de manifestação antifascista no domingo e Bolsonaro já planeja repressão

Desde os primeiros chamados para a passeata antifascista, o Palácio do Planalto já acendeu o alerta para a explosão social e o presidente imediatamente convocou seu fiel capacho Ibaneis Rocha para arregimentar as tropas policiais contra a manifestação.

domingo 7 de junho| Edição do dia

Após seguidos finais de semana de atos bolsonaristas na Esplanada com forte proteção da PM, estudantes e trabalhadores do DF se mobilizam para fazer um contraponto ao teatro de horrores promovido aos domingos pelo Governo Federal com apoio do seu rebanho de racistas organizado no acampamento dos “300 dos Brasil”. Desde os primeiros chamados para a passeata antifascista, o Palácio do Planalto já acendeu o alerta para a explosão social e o presidente imediatamente convocou seu fiel capacho Ibaneis Rocha para arregimentar as tropas policiais contra a manifestação. Afinal, quando as massas populares entram em cena, não há fração do regime que se oponha firmemente à supressão violenta da revolta contra o principal responsável pela morte de milhares de negros e negras por COVID-19 no Brasil: o Estado burguês.

Um exemplo desse pacto pela repressão foi o aumento concedido à PM do DF de 25% em meio à suposta escassez de recursos para a compra de respiradores e equipamento essenciais no combate à pandemia. Conforme consta no próprio site do Congresso Nacional, a medida teve apoio desde os setores do centrão até mesmo de deputados do PT e do PSOL. Desse modo, enquanto os trabalhadores, em sua maioria negros, morrem à espera de um leito, aqueles que conseguem sobreviver aos hospitais sucateados tem a sua espera os cães de guarda de Bolsonaro prontos para atacá-los brutalmente com pedradas e cassetes.

Foi assim que ocorreu com Wellington Luiz na segunda-feira da semana passada em Planaltina. Enquanto estava sentado em frente a um supermercado da cidade, o ambulante começou a ser agredido covardemente por dois PMs com porretes em suas costas, cujo som das pancadas foi tão estridente que não se distanciava do barulho das chibatadas da escravidão, basta assistir a brutalidade:

Assim como George Floyd, Wellington foi acusado e julgado no meio da rua. Aos olhos do Estado, bastou apenas um único fato para sua punição: ser negro. É por isso que temos sim que ir às ruas batalhar, pois se os trabalhadores são obrigados a estar nas ruas para garantir os lucros dos patrões com medo de porradas da polícia, também temos o direito de estar nas ruas na luta em defesa das vidas dos negros que são alvos prioritários do massacre sanitário promovido por Bolsonaro, Mourão e os militares.

Diferentemente da oposição institucional que no fim das contas premia os algozes fardados da classe trabalhadora, é preciso demonstrar que qualquer saída que esteja por fora de questionar este regime de conjunto é insuficiente e incapaz de resolver os problemas que estão colocados. Ao contrário de resolver nossos problemas ou se ser “favorável” aos nossos interesses, adotar a política de impeachment de Bolsonaro significaria colocar Mourão em seu lugar, dando ainda mais peso e protagonismo aos militares.

Com isso, o que se impõe em primeiro plano agora é a necessidade de construir manifestações antifascistas e antirracistas assim como ocorrerá em Brasília neste domingo, que levante o programa de Fora Bolsonaro e Fora Mourão e que avance para defender um programa independente, propondo uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que possa questionar este regime racista como um todo, e sem depositar um milímetro de confiança em atores até ontem golpistas como STF, Maia, Rede Globo e tantos outros que tentam se colocar como “aliados” na luta contra Bolsonaro. Não podemos cair nessa.




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