Política

GOVERNO BOLSONARO

Espião da Abin é cotado para assumir comando da Polícia Federal

A exoneração do chefe da polícia federal, Maurício Valeixo, braço direito de Sérgio Moro, além de gerar uma enorme crise com a possível demissão do reacionário Ministro da Justiça do governo Bolsonaro, colocou entre os mais cotados para assumir o cargo, nada menos que o Chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

sexta-feira 24 de abril| Edição do dia

A Abin é o órgão de espionagem federal presidido pelo general Heleno. Ramagem é também delegado e se tornou uma das principais pontes do Palácio do Planalto com a Polícia Federal. Foi ele quem sondou nomes para substituição do chefe da PF no Rio, em agosto do ano passado, tendo indicado Alexandre Saraiva, superintendente do Amazonas, Carlos Henrique Souza, mesmo com a resistência de Valeixo na época.

Desde o governo Sarney, não se via publicamente um espião com tanto poder no governo federal, coisa que a mídia burguesa e jornais como a Folha de São Paulo, naturalizam totalmente ao colocar essa possibilidade cogitada pelo governo.

Essa disputa sobre quem vai escolher o próximo chefe da polícia federal, pode abrir outra grande crises no governo Bolsonaro, com um dos seus ministros que ainda mantinham maior popularidade, Sérgio Moro, deixando o governo depois de um ano calado sobre o caso Queiroz. A possibilidade de demissão pode ser anunciada no pronunciamento do ministro hoje às 11h.

Enquanto a pandemia atinge profundamente a classe trabalhadora, com mortes, demissões e um aprofundamento da crise capitalista. Os políticos burgueses disputam entre si quem vai ter mais poder para administrar esse regime político cada vez mais degradado. Por isso, a única alternativa para os trabalhadores e para a juventude deve ser independente de todos. Contra o governo construído por Bolsonaro e Moro, que abriu espaço para o fortalecimento de Mourão e os militares, não podemos confiar em Maia, no Congresso e no STF, que também foram base do golpe e da manipulação das eleições de 2018. Precisamos batalhar por uma alternativa independente da classe trabalhadora para de fato responder a crise política e sanitária.




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