Educação

ESCOLA SEM PARTIDO

"Escola sem Partido" terá seu parecer votado amanhã na Câmara dos Deputados

terça-feira 30 de outubro| Edição do dia

Mesmo sem assumir a cadeira presidencial, o governo Bolsonaro parece que já se iniciou. Depois de negociar com Michel Temer sua reforma da previdência, a Câmara dos Deputados irá pautar amanhã, dia 31/10/2018, o reacionário projeto do “Escola sem Partido” (PL 7180/2014).

Na reunião ordinária de amanhã, será votado o parecer do projeto, que ficou a cargo do Deputado Federal Flávio Augusto da Silva, do PSC de São Paulo. Seu parecer foi pela constitucionalidade do projeto, defendendo sua aprovação.

Já vimos que o “Escola sem Partido” nunca precisou esperar essa votação para tentar se colocar em prática. Já há algum tempo temos acompanhado diversas formas de assédio e exposição de professores e professoras por esse movimento. Depois das eleições, vimos uma deputada estadual de Santa Catarina, eleita pelo PSL de Jair Bolsonaro, incentivando abertamente a gravação e a exposição de professores, numa flagrante incitação à desconfiança e violência contra os docentes. Também Jair Bolsonaro já saiu em defesa desse método de intimidação e assédio, defendendo que os alunos filmem seus professores e os exponham nas redes sociais, assegurando que não haverá nenhum tipo de consequência para aqueles que o fizerem.

Agora, nem bem as urnas esfriaram, a Câmara dos Deputados quer transformar em lei essa forma de assédio. O “Escola sem Partido” representa um imenso retrocesso na pluralidade de pensamento e na formação crítica de nossos jovens, além de ser um projeto que visa perseguir professores e atacar as oposições. Ele é um projeto para a escola não-crítica que o reacionário Bolsonaro tanto advogou em seus discursos.




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