Sociedade

HIPOCRISIA

Escola “sem Partido” para atacar professores...e Escola Presidente Jair Bolsonaro no Piauí

O inimigo número 1 dos professores e estudantes do país, que corta verbas e sempre usou o projeto Escola sem Partido para perseguir professores, estudantes, a ciência e o pensamento crítico, viajou até o Piauí para inaugurar a Escola Presidente Jair Messias Bolsonaro. A pura hipocrisia da extrema direita.

quarta-feira 14 de agosto| Edição do dia

Fotos: Reprodução/Twitter e Agência Brasil

Passado quase um mês desde que despejou toda sua xenofobia contra o Nordeste, Jair Bolsonaro volta à região, dessa vez, ao estado do Piauí. Bolsonaro visitou a cidade de Parnaíba, cujo prefeito, Mão Santa (SD-PI), é seu apoiador ferrenho e, como não poderia deixar de ser, crítico ainda mais ferrenho da esquerda.

Os objetivos da visita de Bolsonaro eram dois: rebatizar uma rodovia com o nome de João Figueiredo, último presidente da ditadura empresarial-civil-militar, e inaugurar uma escola que deve levar…o seu próprio nome.

Trata-se de uma escola de ensino militar, nada mais condizente com a posição de Jair Bolsonaro no que se refere à educação. Como faz questão de deixar claro, o ultrarreacionário presidente é defensor do Escola sem Partido, que promove a perseguição ideológica de professores, e se satisfaz com a pecha de inimigo número 1 dos professores.

Mas seus ataques não são somente de cunho ideológico. Em seu intento de precarizar ainda mais o já tão combalido ensino no Brasil, se orgulha de com uma canetada cortar recursos para a área, e agora tem o projeto Future-se um plano para privatizar as universidades públicas.

A bizarra homenagem recebida pelo presidente da extrema direita foi alvo de críticas da população e ensejou um ato em repúdio a ela.

Há uma lei vigente no Brasil que proíbe que patrimônio público seja batizado com nome de personalidade viva. Ocorre que a escola militar será mantida pelo Sesc, do sistema S, que conta com verbas de empresas e do governo. Com isso, fica claro de que lado estão os empresários, não importando o quanto o Sesc busque se apresentar como uma instituição que visa ao aprimoramento e ao avanço cultural no país, com suas medidas assistencialistas.

O evento público foi ao lado de Mão Santa, que em 2001 teve seu cargo de governador cassado por corrupção, compra de votos e abuso de poder político e econômico. Aí o escatológico presidente fez mais uma de suas piadas envolvendo... fezes. Do palanque, a uma plateia diminuta mas barulhenta, disse que vai “acabar com o cocô no Brasil” e se explicou: “cocô”, no caso, é uma junção das sílabas iniciais das palavras “comunista” e “corrupto”.

Com isso, Bolsonaro deixa claro, além de todas as maldades e de um show de reacionarismo e ignorância, o que mais se passa em sua mente, já que, como diz o ditado popular, “quem defeca pela boca é porque tem fezes na cabeça”.

Diante dos sucessivos ataques do governo à educação, é urgente a mobilização de estudantes e trabalhadores da área da educação de todos os âmbitos e níveis para barrar os ataques do excremento que atende pelo nome de Jair Bolsonaro e toda sua corja do esgoto.




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