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TIROS NA MARÉ

Escola é alvo de tiros de helicóptero na Maré: mais uma ação da política assassina de Witzel

Uma Escola Municipal na Maré, Zona Norte do RJ, foi alvo de tiros vindos de um helicóptero hoje. Os relatos de testemunhas dizem que os alunos brincavam quando viram o helicóptero, e saíram correndo. Logo depois vieram os disparos da Polícia Civíl

quarta-feira 18 de setembro| Edição do dia

No estado do governador que disse que sua polícia iria “mirar na cabecinha” e atirar, e que o próprio governador se colocou em helicóptero da polícia para atirar na periferia é visível o resultado da política de “segurança” colocada em prática por Wilson Witzel.

São repetidas, semana à semana, noticias de operações policiais com inocentes, adolescentes, crianças e jovens trabalhadores negros assassinados pela polícia racista do Witzel.

Nesta semana, o relato é de alunos da Escola Municipal Willian Peixoto, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Os alunos afirmam que a unidade foi alvo de tiros vindo de um helicóptero da Polícia Civil na manhã de hoje (18).

Os estudantes relatam que viram o helicóptero fazendo rasantes e disparando contra o Complexo da Maré. "As crianças estavam brincando. O helicóptero passou, e todas começaram a correr. Aí meteram tiros", afirma uma testemunha.

Na imagem, estudantes se protegem de tiros de helicóptero da Polícia Civíl:

Em nota, a Polícia Civil responde como se a ação realizada fosse totalmente normal, dizendo que “não houveram feridos” sem nem ao menos colocar quais as intenções da operação ou qualquer outra informação.

Infelizmente essa atuação em liberdade para cometer atos repulsivos e assassinatos em nome do “combate ao crime organizado” vem se tornando cada vez mais comum no estado do Rio de Janeiro, frente aos graves resultados da crise econômica e da crise social latente no estado.

Não é a primeira vez que essa política de estado completamente racista de avançar contra as comunidades com batalhões especiais da PM, assassinando jovens e trabalhadores, atinge escolar no Rio de Janeiro.

Basta lembrar de Maria Eduarda, assassinada por uma “bala perdida”, dentro de sua escola, durante uma aula de Educação Física. Ou então de Marcus Vinícius, que usava o uniforme da escola e foi morto voltando para sua casa.

As mãos do governo do estado estão manchadas de sangue de operações e ações como estas, que tiram à força a vida de trabalhadores e trabalhadoras das comunidades cariocas todos os dias, cada vez de forma mais legitimada pelos absurdos desferidos por Wilson Witzel, como por exemplo seu recado ao cidadão carioca, dizendo que “não saia de fuzil na rua, senão nós vamos te matar”.




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