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REINO UNIDO ESCÓCIA

Escócia desafia Theresa May e anuncia novo referendo pela independência

Nos marcos da Conferência Nacional do SNP, a Primeira-Ministra da Escócia apresentou em seu discurso um claro desafio ao governo de Theresa May em Londres.

segunda-feira 17 de outubro| Edição do dia

A líder do partido nacional escocês durante seu discurso em Glasgow anunciou que na semana que vem apresentaria o rascunho de uma lei para realizar um segundo referendo pela independência da Escócia em um prazo de dois anos. O anterior aconteceu em 2014 e neste momento o “Não” conseguiu obter 55.30% dos votos, enquanto o “Sim” por sua vez alcançou 44.70%.

Sturgeon justificou sua iniciativa como resposta ao discurso de por uma cota à entrada de imigrantes e de deixar o mercado único europeu. Neste sentido, a Primeira-Ministra da Escócia disse que o partido conservador está atualmente sob a liderança de uma ala direita "xenofóbica incontrolável". E dirigindo-se à Primeira-Ministra Theresa May, Sturgeon garantiu desafiante "Se você acredita que não falo sério quando digo que farei o que seja necessário para proteger os interesses da Escócia, pense bem".

"Estou decidida a que a Escócia tenha a capacidade de reconsiderar a questão da independência – e que o faça antes que o Reino Unido abandone a União Europeia (UE) – se isso for necessário para proteger os interesses de nosso país", disse a líder do SNP.

No primeiro plebiscito de independência escocês, convocado 18 de setembro de 2014, os cidadãos rechaçaram desvincular-se do Reino Unido. No entanto, em algumas regiões operárias o “Sim” superava o “Não”, como em Glasgow, Dundee, North Lankarshire e West Dunbartorshire; enquanto em Inverclyde a diferença percentual foi de somente 0.16 a favor do “Não”.

O anúncio feito nesta quinta-feira por Sturgeon é entendido como um desafio à May depois que a "premier" britânica deu sinais de que poderia optar por um "brexit duro" – sem acesso ao mercado único em prol do controle da imigração – nas futuras negociações entre Londres e Bruxelas.

A líder tory [do Partido Conservador Britânico] tem intenção de ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa – que começará de maneira formal o processo negociador de dois anos para sair do bloco comum – antes de que termine em março de 2017.




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