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BOLÍVIA

Ernesto Araújo chama golpe de Estado na Bolívia de "transição democrática"

segunda-feira 11 de novembro| Edição do dia

Foto:Ernesto Araújo, Carla Zambelli e Luis Fernando Camacho

Ernesto Araújo, que já foi chamado de “o pior chanceler do mundo”, não perde uma oportunidade de expor seu reacionarismo e falta de preparo, e fez uma declaração apoiando o golpe de Estado na Bolívia

Segundo ele, não há golpe na Bolívia, o que houve foi o rechaço popular a uma tentativa de Evo Morales de fraudar as eleições. Declara, ainda, que o Brasil vai apoiar a “transição democrática e constitucional” naquele país.

Leia também: Bolsonaro e Globo deixam de lado as diferenças defendendo o golpe na Bolívia

É digno de nota, ainda, que, em maio deste ano, um dos líderes do golpe, porta-voz do Comitê Cívico de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, o mesmo que foi ao Palácio do Governo armado de uma Bíblia, tenha se encontrado com Araújo e afirmado que recebeu deste instruções de como agir:

O reacionarismo do golpe civil-policial-religioso levado a cabo na Bolívia expõe de maneira exemplar as ligações entre a extrema-direita latino-americana, bem como a participação dos EUA em mais essa tentativa de fazer valer suas leis em nosso continente. Ao golpe de Estado, se somou uma verdadeira “caça às bruxas”, com demonstrações de racismo e episódios de violência contra os setores mais oprimidos daquele país, em especial, os indígenas, com bandeiras Whipala sendo queimadas, e invasão e destruição de casas de funcionários, bem como da embaixada da Venezuela.

É preciso rechaçar o golpe de Estado na Bolívia e lutar por uma saída que prime pela independência de classe e auto-organização dos trabalhadores e camponeses.

Leia: Declaração da LOR-CI: "Abaixo o golpe cívico militar religioso!"




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