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GOVERNO BOLSONARO

Equipe de transição de Bolsonaro tem deputado acusado de agressão a mulheres e estelionato

Julian Lemos (PSL-PB) é dito o "homem forte" de Bolsonaro no Nordeste e foi anunciado como integrante da equipe de transição já foi condenado por estelionato, preso e acusado três vezes com base na Lei Maria da Penha.

terça-feira 6 de novembro| Edição do dia

O deputado eleito Julian Lemos (PSL- PB), considerado" homem forte na Paraíba" e "amigo de primeira hora" por Bolsonaro foi um dos nomes anunciados pelo presidente eleito para compor sua equipe de transição. O empresário paraibano acumula 3 acusações de agressão à mulheres, tendo sido inclusive preso em uma delas, além de ter sido condenado a 1 ano de prisão, em primeira instância, pelo crime de estelionato. Entretanto, o crime prescreveu sem ser julgado em segunda instância.

As acusações de agressão partiram de sua ex-mulher e uma irmã. Na primeira vez, Julian chegou a ser preso em flagrante depois de ter sido denunciado por Ravena, que contou ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Em 2016, ela voltou a procurar a polícia para registrar queixa contra o ex-marido, alegando que ele era “uma pessoa muito violenta” e que havia ameaçado: "Vou acabar com você, você não passa de hoje". O terceiro inquérito, que continua ativo, foi aberto em 2016 a pedido de Kamila Lemos, irmã de Julian. Ela contou em depoimento à polícia que foi ofendida e agredida fisicamente pelo irmão, com murros e empurrões, comprovados por laudo do IML, ao tentar “apaziguar” uma briga entre ele e a ex-esposa. Posteriormente, as duas retiraram e se retrataram das acusações.

Eleito muito em base a seu discurso demagógico anticorrupção, Bolsonaro já nomeou para a equipe de transição o reú confesso, Onyx Lorenzoni, que admitiu ter recebido dinheiro de caixa dois, e agora mais um membro da equipe é um condenado.

O presidente que teve como um dos pilares da sua campanha a defesa da prisão, mas ao que parece esse aprisionamento é direcionado unicamente a população negra, pobre e periférica. Porque agressor de mulher e acusado de estelionato é considerado "homem forte" do novo presidente e já está anunciado na equipe de transição.

Demonstrando como os casos são de seu conhecimento, Bolsonaro já declarou a respeito, ainda em campanha, que vários de seus aliados “deram suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e são pessoas que somam o nosso exército". A banalização dessas acusações é a demonstração de como o discurso anticorrupção foi apenas utilitário para sua eleição, mas os verdadeiros objetivos de seu governo é implementar aaques a classe trabalhadora.




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