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Envergonhado, Aécio desiste de campanha do Senado

Aécio (PSDB-MG) desistiu, hoje, 3 de agosto a campanha pelo senado e disputará uma vaga para deputado federal por Minas Gerais.

sexta-feira 3 de agosto| Edição do dia

Imagem: Portal Mandacaru

O protegido deputado está envolvido em 9 processos, e é réu pelo STF por um deles, desde abril, até agora sem prazo de quando irá para julgamento. Ele se justificou assim: "Com o objetivo de ampliar o campo de apoio à candidatura que melhor atende ao projeto de reconstrução de Minas, a do senador Antonio Anastasia, informei a ele, hoje, minha decisão pessoal de não disputar, este ano, a eleição para o Senado, colocando meu nome como pré-candidato à Câmara dos Deputados".

No Estado de Minas Gerais, Aécio estava em terceiro lugar nas últimas pesquisas para a eleição ao senado, superado, por Bruno Siqueira (MDB) e pela ex presidente Dilma Rousseff (PT), ambos com 13% das intenções.

É nesse cenário que Aécio Neves - que presidiu a Câmara dos deputados durante o governo FHC, e onde o ajudou a implantar inúmeros ataques neoliberais contra os trabalhadores - pretende retornar à bancada do PSDB na Câmara, para, mais uma vez, defender os interesses dos empresários capitalistas contra os trabalhadores.

Neves também larga a corrida ao Senado em uma tentativa de fortalecer a candidatura de Antonio Anastasia, segundo mais rejeitado na corrida - por 17,9% dos mineiros. Aécio, um dos políticos mais protegidos do regime, divulgou uma nota se dizendo vítima de um complô, com "ataques violentos e covardes", e que as "falsas versões" sobre ele "engolem os fatos". "Mas, apesar de todas as injustiças, estou seguro de que, ao final, a verdade prevalecerá e com ela restará provada a correção de todos os meus atos".

O projeto defendido por Aécio é o de mais ataques aos trabalhadores, e o povo pobre, seguindo a risca a cartilha do golpe. Depois de se frustrar, sem garantias de que será eleito no senado ele parte para a Câmara, buscando apoio aonde consegue, com certeza sabendo que o regime carcomido se encontra em dissintonia com a população, e que seu partido, o PSDB, é um dos mais impopulares e rechaçados entre todos eles. São representantes dos banqueiros e dos grandes empresários que, em momentos de crise como esse, querem descarrega-la diretamente nas costas de todos os setores oprimidos.




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