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BREQUE DOS APPS

"Entregadores unidos não são escravos de aplicativos", gritam milhares entregadores em SP

quarta-feira 1º de julho| Edição do dia

Em dia de paralisação internacional #BrequeDosApps, com a adesão de diversos estados e dezenas cidades em todo o país, milhares de entregadores de aplicativos chegam na Av. Paulista gritando com força que não serão escravos de aplicativos e mostrando a potente mobilização internacional que denuncia a condição precária de trabalho de vida a que esses trabalhadores são submetidos.

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A forte manifestação repercute nas redes sociais e tem amplo apoio da população, que também se choca com as condições de trabalho a que são submetidos. Com enorme parte da população brasileira sem emprego e com o violento avanço do trabalho informal, as empresas de aplicativo tem recebido diariamente milhares de novos pedidos de adesão.

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Uma categoria composta por milhares de jovens e negros, os entregadores são a expressão nítida de um setor da classe trabalhadora que é fruto da flexibilização neoliberal das leis trabalhistas que avança em nosso país e em todo o mundo. Também por isso, é uma categoria explosiva que desnuda em seu grito a mentira capitalista do empreendedorismo.

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Esses jovens que muitas vezes pedalam 80KM por dia, com a mochila pesada, com fome, que rodam com suas motos em corridas cujo pagamento é miserável e não contam com nenhuma proteção trabalhista ou seguro de vida, que em meio à pandemia não tem máscaras e equipamentos básicos de proteção sanitária, são a expressão dos levantes dos setores mais oprimidos e explorados que percorre o mundo e que tem na luta negra norte américa seu ponto de apoio. Se a situação já era muito difícil, agora com o governo Bolsonaro e a pandemia ficou muitíssimo pior.

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As reivindicações dos entregadores são justas e básicas como o aumento do valor das corridas e pacotes, aumento do valor mínimo por entrega, o fim dos bloqueios e desligamentos indevidos, seguro de vida e de roubo, o fim do sistema de pontuação e auxílio pandemia com entrega de EPIs e licença remunerada para os que se contaminam. A greve de hoje e o furor dos entregadores, mostra que esse é o caminho para arrancar o que exigem e junto com o conjunto da classe trabalhadora formar a força necessária para barrar o conjunto dos ataques contra os trabalhadores.

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As consignas expressas em cada concentração que aconteceu pela manhã e a energia de milhares de entregadores apoiados por outros setores de trabalhadores que percorre São Paulo, demonstra que os inimigos são claros e estão entre aqueles que lucram com a super exploração. As manifestações de que as empresas como o Ifood e a Rappi não respeitam aqueles que lhes trazem lucros milionários é a ponta de lança para o questionamento do próprio capitalismo.

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“Nossas vidas valem mais que os lucros deles” acompanhou diversas bags de trabalhadores que paralisaram o trabalho e ocuparam as ruas com suas reivindicações. O Esquerda Diário esteve presente desde cedo nas concentrações de São Paulo e de todo o país, apoiando com sua juventude e trabalhadores a mobilização internacional. Apostamos nessa força que tomou as ruas no dia de hoje para construir a força necessária para derrotar Bolsonaro, Mourão e os governos estaduais que juntos às empresas querem garantir os lucros em detrimento de nossas vidas.




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