Sociedade

BREQUE DE ENTREGADORES

Entregadores de Porto Alegre aderem ao breque internacional do dia 1/7 e saem às ruas

O ato dos entregadores em Porto Alegre começou no Mec Donald da Andradas, rodou e marchou até o Mec da 24 de outubro, foi até o Burguer King da Avenida Ipiranga com a Silva Só e terminou no Largo Zumbi dos Palmares.

quinta-feira 2 de julho| Edição do dia

Mostrando grande disposição e seguindo o exemplo de auto organização de outros lugares, os entregadores de aplicativo, na cidade de Porto Alegre, durante quase o dia todo nessa quarta-feira (1), gritavam pelas ruas: “a gente não vai trabalhar por R$2,50, nem por R$3,50.” Relataram a situação absurda a que estão submetidos de pedalar até 50 km por dia para ganhar pouco mais de 900 reias por mês. Muitas vezes com fome e carregando comida nas costas.

Denunciaram também os bloqueios arbitrários e sem motivos dos apps, sua condição de risco de vida no trânsito e o trabalho durante uma pandemia. Enfatizaram que o que ganham não é lucro, mal paga uma alimentação muito precária, por isso não podem ser considerados empreendedores, como os aplicativos querem lhes convencer.

Trata-se de uma massa jovem e desempregada, em sua maioria negros e periféricos, que encontra como única alternativa de renda essas entregas por aplicativo. Sem qualquer seguro de vida ou por acidentes, sendo que podem ser desligados dos aplicativos por sofrerem acidente de trânsito o que é um absurdo. Ademais são desligados sumariamente também sem qualquer motivo.

Esse que é um dos setores mais precários da classe trabalhadora deu um grande exemplo de auto organização no dia de ontem, em várias cidades do país e em vários países como Argentina, Chile, Costa Rica, Guatemala, Equador, Venezuela, México entre outros. Grande exemplo para todos os setores da classe trabalhadora que se se organizam pela base e inclusive tomam seus sindicatos burocratizados (no Brasil a maior parte dirigido pelo PT e PCdoB) em suas mãos podem ser uma grande força de unidade internacional para fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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