Entre política genocida descarada de Bolsonaro e o genocídio demagogo de Witzel e os governadores, na pandemia do coronavírus.

Professora da rede estadual do Rio de Janeiro, Carolina “Cacau”, do Esquerda Diário relata em vídeo nas redes sobre a situação do país e dos pobres e trabalhadores no estado do RJ em meio a pandemia do coronavírus.

quarta-feira 20 de maio| Edição do dia

[...] diante de um governo que tem uma política de morte contra os trabalhadores e o povo pobre, como tem sido a política do Bolsonaro, A gente também vê outros atores tentando transformar a nossa esperança, a nossa indignação, a nossa raiva em combustível político para os seus próprios projetos, como, por exemplo, quando vimos essa semana, quando o Teich, ex-ministro da saúde “morto-vivo”, anunciou que ia sair do cargo, mais uma vez, Dória e Witzel se pronunciaram criticando Bolsonaro e colocando que quem deveria coordenar as ações contra o Coronavírus deveriam ser os governadores e prefeitos. E aí é importante que a gente questionar o que tem sido as ações do Witzel aqui no Rio de Janeiro em relação ao combate da pandemia do coronavírus. Eu entendo que o sentimento das pessoas, muitas vezes, deve ser: “Alguém está fazendo alguma coisa!”, mas, o mesmo tempo, temos que questionar: Será que eles tem essa autoridade toda? sendo que são, neste momento, Rio de Janeiro e São Paulo, os estados onde mais morrem gente. O Rio e Janeiro tem a maior mortalidade do país.

É importante isso, pois essa semana estourou o escândalo e corrupção que é “escandaloso”. Estamos no meio e um pandemia onde trabalhadores da saúde estão denunciando que não possuem equipamentos básicos de proteção e, simplesmente, surge um escândalo de corrupção de superfaturamento de respiradores, que é exatamente o que está faltando pra muitas pessoas que estão na fila dos leitos na UTI’s. [...]é parte de um grande esquema de corrupção que existe desde a época do Cabral, do qual o Witzel, quando se elegeu, apenas se somou. É inadmissível que ele faça um discurso de que esteja combatendo o coronavírus e, até agora, dos 10 hospitais que ele prometeu, apenas 1 esteja funcionando plenamente, ainda que se tenha denúncias dos trabalhadores que estão tendo que dormir no chão, neste hospital, porque não se garante camas. De fato, o que estão privilegiando é o lucro e não as vidas as pessoas. E o Witzel também está fazendo isso! E ele vai além, pois sempre foi um governador que se destacou por ter um política racista e violenta extrema contra os negros e pobres. Autorizou 36 operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. Autorizou, pela via do bope, uma chacina! Morreram 13 pessoas no alemão pela ação policial autorizada pelo Witzel, que vai na TV dizer que quer salvar vidas, em alternativa ao Bolsonaro, mas está fazendo chacina nas favelas! Matando os negros. Os mesmo, aos quais, ele não garante água, saneamento básico, testes massivos, em lugares onde não estão chegando nem ambulâncias, porque não conseguem entrar. É inadmissível, escandaloso em um patamar, que dá uma raiva que mal conseguimos controlar, que este cínico, que se elegeu pela via do Bolsonarismo, com um discurso tão fascista quanto ao do Bolsonaro, vá na TV dizer que está salvando vidas.

[...] Parte dessas medidas (saídas para crise sanitária), por exemplo, é confiscar imediatamente a riqueza desses corruptos que foram presos, como Mário Peixoto, que tinha 1 milhão de reais, só em sua casa! Imaginem quanto esse senhor não tem nos bancos. Que isso seja revertido imediatamente para a saúde e que a gente taxe as grandes fortunas que são construídas em meio a corrupção e a exploração da classe trabalhadora. Que a gente unifique forças com setores que estão demonstrando resistência, como na saúde, pra colocar pra fora, não só o Bolsonaro, mas o também o Mourão e os militares. Mais do que nunca, essa situação no rio de janeiro comprova muito que gente não pode ter nenhuma ilusão em nenhum desses governadores, nem no Maia e nem no STF, que estão sentados nesse vídeo (reunião ministerial de 22 de abril de 2020), e poderiam estar mostrando até o final quais foram os absurdos que o bolsonaro falou, mas que estão escondendo mais uma vez. A gente tem que avançar para medidas em que o povo possa decidir os rumos da política, os rumos da economia, para colocar, por exemplo, as mais de 22 indústrias que existem no Rio de Janeiro para produzir insumos pros cariocas, para a população de conjunto, no estado, e de fato, salvar vidas[...]




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