Juventude

OCUPAÇÕES

Entre a censura e a letargia. Sobre a repressão aos estudantes secundaristas em São Paulo

As analises e reflexões sobre como se comporta a repressão são importantes para educarmos na ação mais efetiva e que não deixe perdas. Este texto é escrito enquanto o Paraná segue dando luta com mais 650 escolas ocupadas, greves de professores e universidades ocupadas se demonstrando um centro dinâmico da luta de classes nacional. Outros estados temos inicio mais vagaroso de ocupações de escolas e temos 34 institutos federais de educação técnica ocupados. O leitor logo se surpreenderá que os números aqui estarão desatualizados e indicando somente mais luta.

terça-feira 18 de outubro| Edição do dia

A repressão são recorrentes formas de impedir, desorganizar e desmoralizar qualquer tipo de resistência de classe. A repressão não pode ser tratada como um artificio para acabar com mobilização, mas um forma para não deixar que surja lutas. A repressão no dia dia escolar toma diversas formas entre as diretas que visam acabar com a livre-expressão usando a censura e perseguição. Com as indiretas através da indução da letargia dos corpos com péssimas merendas, controle sobre idas ao banheiro e água, sem arte e cultura nas escolas.

Para alem da MP do desmonte da educação ser um fator gerador do colapso da escola publica, a diminuição da carga horaria de matérias como artes e educação física expressam o não desenvolvimento da livre expressão e a letargia dos corpos. A MP TEM UM CARÁTER REPRESSOR.

Casos E.E. Caetano de Campo, E.E. Profa. Ossis Salvestrini Mendes e repressão ao ato dos secundaristas em Campinas


Nos dias 8 e 11 de outubro duas escolas são duramente reprimidas pela policia militar e desocupadas a força e sem dialogo.. Em Campinas tivemos desocupação e repressão do ato contra a MP do desmonte da educação e da PEC do congelamento de gastos..

O significado dessas ações do Alckmin é calar para não ouvirem. Desda derrota sofrida com a reorganização escolar e suas articulações golpistas colocando Alexandre Morais, seu braço direito, a ministro da justiça do governo ilegitimo de Temer; houveram uma serie de medidas jurídicas para autorização de repressão rápida qualquer ocupação de escola.

Diferente do ano passado as ocupações de escola em São Paulo encontram um campo jurídico muito mais favorável para repressão e qualquer iniciativa que o movimento tente de acumulação de forças em atos tem sido duramente reprimidas. Outro fator é a Lei Anti-terrorista do governo Dilma que pode ser utilizado contra as ocupações.

A linha do governo é não deixar ganhar forças com ataques rápidos nos focos dispersos e espontâneos

“Matem as Flores antes que germinem”

A derrota da reorganização escolar trouxe a necessidade de alterações jurídicas para uso da repressão de imediato. Rápido no gatilho o governo aprendeu que não pode deixar desenvolver focos de resistência, pois sabe do rápido contagio.

Nessas circunstancias demonstram necessidades e potencialidades que os movimentos em defesa da educação precisam alcançar. As atuais entidades como a UNE, UPES, UBES dos estudantes e a CUT para os professores não se demonstram forças ou dispostas a articulação das lutas e construção da greve geral da educação. Essas instancias poderiam se comportar como polo aglutinador de forças e agente unificador para golpearmos com punho só, mas todos seus calendários seguem os mesmo e luta na rua não se vê.

Devido a composição das mais de 5 mil escolas espalhadas em mais de 500 cidades, atingindo áreas rurais somente em São Paulo mostram a peculiaridade, as dificuldades e potencialidades das lutas pela educação. As experiencias de articulação estadual levadas por alguns grupos independentes a revelia das entidades demonstram avanços, muito decorrentes de estarem em alguns pontos chaves e munidos de boa propaganda foram capazes de intervir positivamente em momentos de grandes ataques. Da reatividade a ofensividade de um movimento não virá de uma escalada evolutiva do acumulo das experiencias de lutas, mas do desenvolvimento consciente das necessidades táticas e o surgimento de uma nova tradição de lutas no Brasil aonde não se limite a lutas de calendário ou a espera de grandes ataques. Os maiores desafios que temos hoje nas lutas pela educação é articulação nacional das lutas. Os secundaristas o polo dinamico de exemplos de organização e lutas para os professores que estão presos as burocracias sindicais da CUT.




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