Sociedade

PRIVILÉGIOS DO JUDICIÁRIO

Enquanto trabalhadores ficam sem direitos, juízes terão 3 meses de férias

Enquanto a enorme maioria dos trabalhadores brasileiros possuem apenas 43 dias de descanso no ano de 2018, os juízes, que sequer foram eleitos pela população, possuem como mais um dos seus inúmeros privilégios o mínimo de 2 meses de férias. Este ano, somado aos feriados e o recesso, totalizarão 3 meses de férias.

Mariana Duarte

Estudante de Letras da USP

sexta-feira 2 de fevereiro| Edição do dia

Enquanto a enorme maioria dos trabalhadores brasileiros possuem apenas 43 dias de descanso no ano de 2018, os juízes, que sequer foram eleitos pela população, possuem como mínimo 2 meses de férias, sem incluir os feriados e o recesso.

Conforme uma lei de 1966, aprovada em pleno período de ditadura militar, o Poder Judiciário, que inclui cerca de 18 mil juízes, diferente dos demais trabalhadores, possui o direito a 60 dias de férias, o que no ano de 2018, somado aos feriados, dias em que a imensa maioria dos trabalhadores segue sua rotina normal de exploração, resultam em cerca de 3 meses.

Além disso, os juízes possuem a liberdade de alterar determinados dias em que cairão os feriados, como fez a ministra Carmen Lucia, que alterou o dia do feriado correspondente ao dia do servidor de 28 de outubro , um sábado, a 3 de novembro, uma sexta.

O Poder Judiciário, que avança contra o direito básico da população de poder escolher em quem votar, ao condenarem de maneira totalmente arbitrária o ex-presidente Lula, que apesar de ter governado em seus anos de mandato a serviço dos empresários e banqueiros, ainda possui milhões de intenções de voto, mostra uma vez mais que não vive a realidade de uma imensa maioria de brasileiros. Com seus super salários e férias remuneradas de mais de o dobro de dias do que os trabalhadores, funciona a serviço dos interesses dos capitalistas e usa de seu autoritarismo para avançar na retirada de direitos e na aprovação da reforma da previdência.

Pela injustiça dessa e as demais leis que garantem seus privilégios, nós do Esquerda Diário lutamos por uma Assembleia Constituinte imposta pela força da mobilização dos trabalhadores e da juventude, que possa reverter todas as reformas aprovadas, e impor que todo político e juiz ganhe o mesmo salário de uma professora.
Lutamos também pela construção de uma nova greve geral contra a reforma da previdência e pelo direito democrático do povo escolher em que pode votar, exingido que a CUT, a CTB e as demais centrais sindicais saiam do imobilismo e cumpram seu papel, organizando um plano de lutas urgente e construindo a greve pela base, através de assembleias democráticas com a participação dos trabalhadores.




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