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Enquanto se ajoelha ao imperialismo, Bolsonaro diz só aceitar ajuda se Macron se desculpar

O presidente Bolsonaro afirmou na manhã desta terça (27) que pode reconsiderar a ajuda emergencial de US$ 20 milhões, o equivalente a R$ 83 milhões se Macron retirar seus "insultos". Levando em consideração que o imperialismo europeu terá altíssimos lucros aumentando a exploração na América Latina através do acordo UE-Mercosul, o valor dessa ajuda é uma migalha que serve para se disfarçarem de protetores da Amazônia.

terça-feira 27 de agosto| Edição do dia

Na segunda (26) o Palácio do Planalto havia anunciado a recusa dos US$ 20 milhões anunciados por Macron em nome dos países do G-7. Porém mais um episódio da novela e troca de farpas entre Bolsonaro e Macron ocorreu hoje (terça, dia 27) pela manhã. O presidente do PSL disse: "Primeiramente, o seu Macron tem que retirar os insultos que fez a minha pessoa. Ele me chamou de mentiroso. E, depois, informaram, que a nossa soberania está em aberto na Amazônia. Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras e daí a gente pode conversar. [...] Primeiro ele retira, depois oferece (ajuda), daí eu respondo."

Se por um lado em seu discurso, o presidente reacionário tenta parecer corajoso, por outro já ficou claro a enorme disposição que Bolsonaro tem para entregar nossos recursos naturais ao imperialismo flexibiliando a legislação ambiental, permitindo todos agrotóxicos, intensificando ainda mais a exploração dos trabalhadores com a recente aprovada MP881 por exemplo, que se somam à ampliação da terceirização e a reforma trabalhista. Além da reforma da previdência que irá para votação no senado e o recente ataque de privatização da educação pública através do Future-se. Todos esses ataques ao povo pobre e os trabalhadores estão à serviço de submeter o Brasil ainda mais aos mandos do imperialismo de Trump e das potências europeias como Alemanha, França, Ingleterra.

Quando foi questionado se pensou sobre utilizar a "ajuda", Bolsonaro disse que "vai ter uma surpresa hoje", referindo-se à reunião dele com governadores da região amazônica, que ocorreu no Palácio do Planalto. E completou: "Tudo tem um preço. Eu disse há poucas semanas que estavam comprando à prestação a Amazônia. Vocês vão ter a resposta."

"Macron promete ajuda de países ricos à Amazônia. Será que alguém ajuda alguém, a não ser uma pessoa pobre né, sem retorno? Quem está de olho na Amazônia? O que eles querem lá?". Essa retórica supostamente protecionista de Bolsonaro é tão mentirosa quanto a retórica ambientalista dos países do G7, que são os que mais poluem o planeta terra. Enquanto Bolsonaro finge para os holofotes que estaria preocupado com a ingerência estrangeira, a verdade é que seu acordo União Européia - Mercosul nada mais é do que uma grande sujeição do Brasil a uma dependência dos países do bloco europeu.

Portanto, após pedir desculpas e implorar para seguir o acordo UE-Mercosul em pronunciamento oficial, Bolsonaro busca algum prestígio e confiança do imperialismo europeu. O "enfrentamento" ao que Bolsonaro chama de insulto por ter sido chamado de mentiroso é na realidade o presidente se colocando à disposição de impor todos ajustes que o FMI, Merquel, Macron, Trump quiserem para degradar ainda mais a vida dos trabalhadores e podres e manter os lucros dos grandes empresários capitalistas.




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