CAPITALISMO

Enquanto o mundo enfrenta forte instabilidade, bilionários se tornam 19% mais ricos

O levantamento UBS Billionaires Report 2018 divulgado pelo banco suíço UBS e pela consultora PwC, mostram que a soma das fortunas são superiores, inclusive, ao Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países, entre eles, Espanha e Austrália.

quarta-feira 28 de novembro| Edição do dia

Foto: Evelson de Freitas/ Folhapress

Os relatórios divulgados nas últimas semanas escancaram o crescimento de patrimônios dos bilionários. Foram analisados 2.158 bilionários de 43 países: das Américas; da Europa, Oriente Médio e África (EMEA – sigla para Europe, the Middle East and Africa); e da APAC, que é a região da Ásia-Pacífico, incluindo economias como Austrália, China, Índia e Cingapura. Segundo os autores, os dados representam aproximadamente 98% da riqueza global dos bilionários.

Em 2017 os ativos agregados dos bilionários cresceram US$ 1,4 trilhão, atingindo US$ 8,9 trilhões. Esse é um aumento de 19% e é o “maior crescimento absoluto de todos os tempos” e “substancialmente mais alto” do que a média de 9% registrada nos últimos cinco anos.

Por aqui também quem é já concentra gritantes montantes, enche ainda mais os bolsos : 42 bilionários também tiveram aumento de suas fortunas na comparação com 2016, quando acumulavam US$ 173,4 bilhões e passaram a US$ 176,7 bilhões no ano passado.

Fica ainda mais escancarado o quanto os capitalistas e donos de grandes fortunas descarregam a crise nas costas dos trabalhadores e da populção pobre. Para garantir seus lucros, aprofundam os ataques, que aqui por exemplo, sentimos já desde o golpe e que se intensificam com o aprofundamento deste através de medidas de ataque direto e brutal, tais como a reforma trabalhista, que já descarrega em nossas costas precarização, baixas nos salários, terceirização e o maior indice de desemprego, como já relatamos aqui

Enquanto 2 mil pessoas nadam em mares de dinheiro acumulado através de exploração de outros milhões de pessoas, estima-se que cerca de 1,3 bilhão de pessoas vivem em pobreza no mundo, quase um quarto da população dos 104 países para os quais o Índice de Pobreza Multidimensional é calculado.

Tal índice classifica como pobre o indivíduo que é privado de pelo menos três de um total de 10 indicadores: nutrição, baixa mortalidade infantil, anos de escolaridade, crianças matriculadas em escolas, energia para cozinhar, saneamento, água, eletricidade, moradia digna e renda. Na África Subsaariana, por exemplo, cerca de 560 milhões de pessoas (58% da população) estão vivendo em pobreza multidimensional. Enquanto no sul da Ásia, 546 milhões de pessoas (31% população) são multidimensionalmente pobres.

É inaceitável que os cofres dessa corja de exploradores transborde ainda mais. Para combater o avanço de tal exploração é preciso mais do que nunca levantar uma grande força anti-imperialista, que combata de frente e com todas as forças de uma frente operária, cada ataque contra a população pobre, para que os capitalistas de fato paguem pela crise.




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