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Enquanto o golpe de mercado continua, Macri e Alberto Fernández conversam em bons termos

Segundo o que o presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse na sua conta do Twitter, o candidato peronista se comprometeu a “levar tranquilidade aos mercados”.

quinta-feira 15 de agosto| Edição do dia

Na tarde desta quarta-feira, o presidente Macri anunciou que havia conversado com Alberto Fernández, candidato à presidência pela coligação Frente de Todos, e definiu a conversa como “boa”.

Segundo informou o presidente, se tratou de um telefonema no qual Alberto “se comprometeu a colaborar no que for possível para que este processo eleitoral e a incerteza política afete a economia dos argentinos o mínimo possível”.

A “economia dos argentinos” é um enorme eufemismo para se referir ao terrível golpe de mercado que está em processo desde a segunda-feira passada.

Nesta quarta-feira, o dólar fechou em $63 para venda no Banco Nación. Trata-se de um aumento superior ao de 30%, em relação ao preço da sexta-feira, 9/8. Paralelamente, o Risco-País subiu para 1.963 pontos, aumentando mais de 150 pontos em relação ao fechamento da terça-feira.

A conversa aconteceu depois do discurso e dos anúncios feitos por Macri na manhã desta quarta-feira. Com estes, o governo tenta conter a crise social e política iniciada nos últimos dias, depois do resultado das eleições no domingo.

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Durante seu discurso, Macri fez um chamado à oposição a “garantir a governabilidade”. A conversa com o candidato da Frente de Todos aponta a manter essa perspectiva.

O peronismo, além dos discursos de oposição, atua como garantia da governabilidade macrista. Nestas horas, enquanto a economia afunda, isso equivale a apoiar essa situação. No mesmo registro, a central sindical CGT ou Confederação Geral do Trabalho da República Argentina, conforme atuou durante os três anos e meio da gestão macrista, se nega a convocar qualquer medida de luta.

Frente a catástrofe social que assombra milhões, a esquerda apresenta medidas urgentes para manter o poder aquisitivo das maiorias populares e impedir que se percam postos de trabalho.

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