Política

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Enquanto milhões esperam auxílio emergencial, "Véio da Havan" tem seu cadastro aprovado

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

Após o vazamento de dados de diversas pessoas por supostos hackers, Luciano Hang teve vazada a informação de que foi cadastrado e aprovado para receber o auxílio emergencial de R$ 600, do Governo Federal.

O mais absurdo é que o “Veio da Havan” não só não negou que se cadastrou, como confirmou. “Realmente o cadastro foi feito, mas não recebi nada”, disse ele tentando se defender.

Enquanto milhões sofrem desde a aprovação da medida com os atrasos do auxílio, um patrão milionário tem seu cadastro aprovado para receber. O auxílio só é pago para quem preenche os requisitos de renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 522,50) por pessoa, ou de três salários mínimos (R$ 3.135,00) por família, caso que claramente não se aplica a Luciano Hang.

É de tamanho cinismo e deboche da cara dos trabalhadores que foram demitidos e seguem se arriscando em empregos precários para que não morram de fome, é inadmissível que um milionário como o véio da havan, que demitiu em massa 2.200 funcionários na páscoa e segue a linha dos empresários que pensa somente em seus lucros e encara a vida das pessoas como corte de gastos em meio a uma pandemia, seja aprovado no auxílio emergencial que é destinado aos milhares de trabalhadores desesperados que perderam seu emprego.

Esses trabalhadores nunca tiveram o direito de não trabalhar e se proteger do vírus, seguem a própria sorte escolhendo entre morrer de fome ou covid. Mesmo inscritos no auxílio emergencial, seguem trabalhando em empregos precários e informais, sendo grupo de risco ou não, a espera do auxílio que é insuficiente para sustentar uma pessoa, quem dirá uma família e não os protege da realidade de desespero e miséria que o capitalismo e empresários, como o próprio véio da havan, tem a oferecer.

É um absurdo que o mesmo governo que libera trilhões para salvar os bancos, disponibilize esse auxílio que além de insuficiente, é negado aos que mais precisam, ao mesmo tempo que aprova MPs da Morte que que já atingiu 50% das famílias com cortes nos salários ou demissões, Basta de estarmos a própria sorte para o aumento do lucro deles, exigimos um auxílio de R$ 2.000,00 que é o mínimo para a sobrevivência dessa conjuntura, além da revogação das MPs da Morte e uma lei que proíba as demissões em todo o país.

Demissões que são parte do ataque aos direitos trabalhistas de Bolsonaro e Paulo Guedes que dá essa liberdade aos empresários. É preciso impor a expropriação da riqueza destes, que colocam em risco a vida de trabalhadores e fazem uso de argumentos como “vão morrer alguns milhares” e seguem a lógica do “e daí?” de Bolsonaro. A taxação das grandes fortunas dos véios da Havan, do Madero e outros, poderia financiar um auxílio emergencial digno, respiradores, EPI’s adequados para os profissionais da saúde e testes massivos.




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