Política

SELETIVIDADE DO JUDICIÁRIO

Enquanto mantém Lula preso, justiça prescreve parte do inquérito de Serra

Mariana Duarte

Estudante de Letras da USP

quarta-feira 29 de agosto| Edição do dia

Foto: Gil Ferreira/STF

Na última terça-feira (28) a Justiça arbitrária, ao mesmo tempo em que impede que Lula seja candidato, declarou, na figura do ministro Gilmar Mendes, como prescrita metade do inquérito contra o senador e ex- governador do Estado de São Paulo, José Serra.

A Procuradoria Geral da República, em função da idade do senador, optou por prescrever o inquérito que investiga o tucano por repasses ilegais realizados durante o período eleitoral pela empreiteira Odebrecht durante seu mandato de governador que chegam a contabilizar um total de 54.2 milhões de reais.

Serra foi acusado pelo ex-presidente da empresa e por outros sete ex-executivos da Odebrecht por cometer caixa dois em uma obra no rodoanel em São Paulo, no entanto, metade das acusações já foi prescrita graças a manobras da justiça pelas mãos do ministro Gilmar Mendes que considerou que pelo fato de ter mais do que 70 anos, a quantidade de tempo necessária para que deixe de ser responsabilizado por um crime cai pela metade.

A outra metade do inquérito foi enviada a Justiça Eleitoral de São Paulo, graças a uma mudança realizada pelo Supremo, que coloca que crimes cometidos por políticos fora de seu mandato não deverão mais ser investigados pelo STF.

O caso do ex-governador é claramente mais uma mostra da arbitrariedade com que atua a justiça brasileira, que isenta o tucano, mas utiliza de todos os mecanismos que dispõe para realizar um golpe no país, escancarando os interesses políticos e econômicos que existem por trás da prisão do ex-presidente Lula e que hoje impedem que milhões de brasileiros tenham o direito de decidir em quem votar.

É por isso que nós do Esquerda Diário, defendemos que todos os crimes de corrupção sejam julgados por júri popular, como forma de impedir as decisões arbitrárias, além de que todos os juízes sejam eleitos e revogáveis e recebam o mesmo salário de uma professora.




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