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Denúncia | Enquanto funcionárias terceirizadas reivindicam seus salários Leite recebe pensão de 39 mil

No portal da transparência é possível visualizar a pensão de 39 mil reais de Leite, enquanto na mesma semana as trabalhadoras terceirizadas das escolas batalhavam para poder chegar ao trabalho e ter o direito de se alimentar, pois não haviam recebido Vale-Transporte (VT) nem Vale-Alimentação (VA).

quinta-feira 16 de junho | Edição do dia

Foto: 39º núcleo/CPERS

A farra com dinheiro público era prevista em lei, a lei 7285 de 1979, e mesmo que esta lei tenha sido revogada em 2021 ela continua como se este dinheiro fosse um dinheiro de ninguém, quando na verdade é um dinheiro de todos. Eduardo Leite deita sua cabeça no travesseiro e dorme, assim como todos os ex governadores e políticos com altos privilégios, sem vergonha alguma ou qualquer escrúpulo em serem agentes desse estado burguês que saqueia os trabalhadores e descarrega sua crise sobre nossas costas. Diante deste deboche com a classe trabalhadora, as funcionárias terceirizadas nesta semana estavam reivindicando na SEDUC parte de seus salários não pagos pela empresa GFG Recursos Humanos que não depositou os VTs e VAs.

Essas funcionárias prestam um serviço público sem o qual as escolas não têm condições de funcionamento, mesmo assim não são funcionárias públicas com plenos direitos, pois não houve concurso para efetivá-las, e isso não é de hoje. Eduardo Leite aprofundou a divisão entre nomeados e contratados na categoria do magistério, não promovendo concursos públicos para suprir as vagas e, muito ao contrário, seguindo a lógica de cortes na educação de Bolsonaro, só investe para beneficiar empresas privadas no caminho da privatização da educação pública. É preciso construir a lutar pela efetivação de todos e todas sem necessidade de concurso público, pois todos os funcionários de escola, terceirizados ou contratados ou professoras contratadas já provaram há anos sua aptidão para o serviço público.

Que todo político e juiz, os verdadeiros privilegiados nessa sociedade, recebam o salário de uma professora. Para isso será preciso muita luta, auto organização e unidade dos trabalhadores precários, terceirizados, contratados e efetivos por uma só causa: que os ricos capitalistas paguem pela crise. Sem ilusões nos líderes de nossa classe que se aliam com nossos inimigos como faz o PT com a chapa Lula\Alckmin, ou o PSOL que constrói uma federação com a REDE. Precisamos arrancar com nossas próprias mãos esses privilégios de Leite e de todos os políticos e membros do judiciário para impor os interesses da nossa classe sobre os interesses da minoria que hoje nos explora e nos massacra. Que sejam os capitalistas a pagar pela crise!




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