Política

CORRUPÇÃO NA SAÚDE DO RIO

Enquanto cariocas morrem nas filas, empresário aliado de Witzel já saqueou 4 bi da saúde

Uma avalanche de escândalos de corrupção na área da saúde, inclusive desde dentro do combate a pandemia, tomaram o governo Witzel nos últimos dias. O governo tem que responder por duas operações distintas da PF.

quarta-feira 20 de maio| Edição do dia

Imagem: Blog Ricardo Antunes

As acusações passam por empresários que se beneficiaram da pandemia para lucrar sob os corpos. Equipamentos comprados sem licitação se tornaram pretexto para a corrupção.

Em meio a esse escândalo, a crise escala com colapso do sistema de saúde do estado. Desde o dia 22 de abril, as cenas de barbárie se multiplicam. Até o dia 30 de abril, a promessa era entregar 8 hospitais, mas o que foi entregue no prazo foi apenas 1 hospital com 2,2% do total de leitos prometidos. Os hospitais de campanha estão com atraso de 19 dias. Witzel e esses empresários carniceiros são os culpados pelas mortes nas filas.

Witzel ignorou dois pareceres jurídicos sobre a OSS Unir Saúde, que era responsável por UPAs. A empresa estava proibida de fazer contratos com o poder público desde outubro. Witzel revogou a proibição em um decreto no dia 23 de março. Na época, haviam indícios que apontavam que a empresas teria deixado de repassar para a saúde, R$ 2 milhões para a UPA Mesquita e de R$ 692 mil para a UPA Nova Iguaçu II. Mario Peixoto tinha 63 empresas cadastradas em um mesmo prédio abandonado, em Saquarema.

A Operação, apelidada de "Favorito", a mando de Bretas, prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto. O empresário é um velho conhecido da política carioca, que a lava-jato havia preservado até agora. Passando por Cabral, Pezão e agora por Witzel há um verdadeiro rastro de corrupção deixado pelas empresas que tiveram contratos garantidos em todos esses governos. O empresário estaria desviando verbas dos hospitais de campanha, com quase 4 bi desviados da saúde ao todo, segundo estimativa.

Hoje são 529 pessoas na fila por um leito de Covid-19, destes, 259 em estado grave. Enquanto esses empresários nadam em rios de dinheiro, os profissionais de saúde estão sem EPI´s e enfermeiros dormem no chão no hospital de campanha gerido pela criminosa Iabas, contratada por Witzel e Crivella.

A outra operação culminou na prisão do Sub-secretário de saúde, Gabriell Neves, acusado de comprar mil respiradores com preço acima do mercado, com apenas 52 entregues. Para completar o circo, em meio aos diversos escândalos de corrupção na saúde, Witzel reempregou seu secretário exonerado, Edmar Santos.

A fortuna de Mario Peixoto, Paulo Melo e os capangas que saquearam a saúde do Rio precisa ser expropriada para financiar o combate a pandemia imediatamente.
Além disso, todas as grandes fortunas do Rio, advindas do suor da classe trabalhadora, precisam ser taxadas para financiar os materiais em falta na saúde do Rio, em pleno colapso.

Contra os corruptos que saqueiam a saúde do Rio, independente do judiciário

A corrupção flagrante desses empresários que sugam a vida do pobre carioca é mediada, no entanto, por um ator social nada imparcial. O judiciário foi decisivo em todo o último período para determinar a política carioca e sua intervenção não preveniu o aparecimento do Witzel, por exemplo. Pelo contrário, a anti-política gerada por esse processo de caça as bruxas foi responsável por legitimar essa figura nefasta.

Desde o início da operação, apontamos no Esquerda Diário, e isso fica mais claro agora, a lava-jato não serve para acabar com a corrupção mas substituir um tipo de corrupção por outra. Nosso futuro está sendo determinado por juízes privilegiados que não foram eleitas por ninguém e da qual não podemos depositar nenhuma confiança.




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