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POLÍTICA

Enquanto Bolsonaro brinca com ema e Cloroquina, 1,7 milhões perderam emprego em 1 mês

Número representa um aumento de 10,7% na taxa de desemprego no Brasil. Desemprego aumenta com medidas econômicas desastrosas do governo Bolsonaro

segunda-feira 27 de julho| Edição do dia

Em pesquisa do IBGE referente ao mês de junho, os dados levantados apontam para um aumento estrondoso na taxa de desemprego no país. Somente em um mês, os números mostram um aumento de 1,7 milhões de brasileiros sem emprego formal, totalizando a redução para 83,4 milhões de trabalhadores. O desemprego vem assolando o país, acelerado pela pandemia do coronavírus, mas anterior a ele. antes mesmo da crise sanitária, o Brasil vinha batendo números cada vez maiores nos números de desempregados, chegando a bater 15% na taxa de desocupação, um aumento de quase 3% em relação ao início do mandato de Bolsonaro, que aprofundou a questão com diversos ataques como aprofundamento das terceirizações, flexibilização da CLT com a carteira “verde e amarela” e nefasta MP da reforma trabalhista. Todos esses ataques visando aumentar a margem de lucro das empresas em detrimento dos trabalhadores que sofrem, além da perda de diversos direitos trabalhistas e vagas de empregos formais, a cruel reforma da previdência, que aumenta o tempo de contribuição.

Durante a pandemia, todos esses ataques se aprofundaram e as condições de vida dos trabalhadores foi brutalizada, principalmente da população negra, pobre e das mulheres, que perderam ou não possuíam empregos formais e hoje ocupam, majoritariamente, os empregos informais, como os trabalhadores de aplicativos, que trabalham em meio a pandemia sem equipamentos de proteção garantidos, sem direitos trabalhistas e amparo em caso de doença, muitas vezes trabalhando em quantidades excessivas de horas para ganhar cerca de um salário mínimo. O governo Bolsonaro faz demagogia com políticas de manutenção de empregos que na verdade só fazem proteger a margem de lucro do empresários, como o auxílio que deu às empresas ao mesmo tempo em que autorizava e facilitava as demissões em massa. Não promove política de assistência aos trabalhadores que seguem trabalhando nos serviços essenciais, mas realiza concessões e anuncia pacotes bilionários aos bancos, estes que tiveram lucros recordes no último ano.

Bolsonaro se utiliza do orçamento público para salvar os ricos capitalistas em detrimento dos trabalhadores, mas não só isso, se utiliza da vida dos próprios trabalhadores que veio precarizando ao longo de todo o seu mandato para agora fazer com que o empresariado trate o povo como descartável, botando vidas em risco com a abertura do comércio em plena pandemia, a precarização cada vez maior dos serviços, em especial os informais como os entregadores de aplicativos, tudo isso ainda recebendo incentivos do governo.

Está claro que a classe política se coloca como defensora dos interesses dos capitalistas e não se importa que os trabalhadores pereçam por isso. Mediante a isso, a crise sanitária se aprofunda cada vez mais, aumentando o número de mortes e de contaminados pela doença. A saída da crise está nas mão e somente nas mãos dos trabalhadores que, organizados, devem gerir os setores estratégicos no enfrentamento à doença. Pela auto organização e gestão dos trabalhadores de serviços essenciais, assim como garantia de EPI’s e proteção aos mesmos. Que o governo garanta renda básica para que os trabalhadores possam resguardar suas vidas e testagens em massa para que se possa mapear e controlar a doença. Porque nossa vida está acima dos lucros deles, que os capitalistas paguem pela crise.




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