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ENCONTRO DE NEGRAS E NEGROS NA USP

Encontro de Trabalhadores Negros do SINTUSP debate identidade, racismo e capitalismo

sábado 22 de outubro| Edição do dia

O Encontro que teve início às 9h dessa sexta-feira contou com a participação de Hertiz Dias, militante do PSTU e Dennis de Oliveira, professor da ECA e militante do Coletivo Quilombação. A discussão inicial do encontro diz respeito a um grande drama que vivem os negros no Brasil: a dificuldade de se reconhecer negro num país marcado pelo mito da democracia racial.

Esse mito, que se instalou na cultura e ciências sociais do Brasil desde a década de 1930 até os dias de hoje, surge como uma medida da elite de apagar o conflito de raça no Brasil, atribuindo papéis culturais aos negros e indígenas que pudessem ser capazes de esconder a tradição de violência, estupros e chacina que marcou a fundação de nosso país.

As intervenções dos dois palestrantes recuperaram elementos históricos nacionais e internacionais para mostrar que, apesar da historiografia oficial, a realidade sobre o ritmo da história mundial é marcado por protagonismo dos negros nos grandes processos da luta de classes.

Hertiz Dias demarcou como o marxismo contribuiu profundamente para que fosse possível associar o combate ao racismo ao combate ao Capitalismo, sendo esse sistema o responsável pela manutenção dos privilégios que dependem do racismo para existir.

Dennis Dias recuperou o processo da Conjuração Bahiana, mostrando como se propunha a um projeto revolucionário que ia muito além do programa da Inconfidência Mineira.

Ao final da mesa, os trabalhadores se dirigiram ao almoço preparado por Janete, trabalhadora do Hospital Universitário. O debate se materializou em comida, e com a reflexão de identidade fresca na mente, os trabalhadores comeram Fufu de arroz com Dendê, um prato tradicional da Nigéria.




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