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PARAÍBA

Empresas de ônibus suspendem atividade na cidade de Campina Grande para salvar seus lucros

sexta-feira 5 de junho| Edição do dia

Campina Grande, cidade localizada no interior do Estado da Paraíba, conhecida por seu perfil político reacionário, o qual o presidente Jair Bolsonaro obteve votos na última eleição presidencial, não esconde o seu perfil liberal/conservador. Em outra matéria que publicamos no Esquerda Diário, vimos que os empresários da cidade não medem esforços para forçar os trabalhadores a retornarem às atividades, mesmo em plena pandemia. Em outra ocasião, que mais pareceu um circo dos horrores, esses mesmos empresários protagonizaram manifestações no qual seus funcionários tiveram que ficar ajoelhados em um momento de oração, conforme destaca a Folha de São Paulo.

O que nos chama atenção é como esses capitalistas são bons em passar uma imagem de “sucesso” e meritocracia, se colocando como bons cristãos e seguidores dos princípios de solidariedade. Nada mais repleto de cinismo e hipocrisia, esses mesmos empresários, apenas mistificam uma realidade que nós marxistas conhecemos a fundo, a contradição entre trabalho e capital. A pandemia atual coloca por terra todas as medíocres teorias de ideólogos da administração, empresários de sucesso e coachings, que vivem da exploração da ignorância alheia.

É nesse espírito que os empresários do setor de transporte coletivo da cidade anunciaram que seus cofres não estão mais engordando, e mesmo em uma cidade de porte médio, onde se paga um total de R$ 3,90 por um serviço de péssima qualidade, com ônibus sucateados, estes não sabem se “reinventar” no momento de uma “gripezinha” conforme Bolsonaro, figura a quem esses mesmos empresários apoiam, coloca. O fato é que, segundo matéria publicada no site Paraíba online esses empresários anunciaram nesta quarta (3 de Junho) que não irão retornar a operar seus ônibus. Cabe salientar que essa última semana o município vive uma pequena espécie de lockdown mediante a antecipação de uma série de feriados, com o intuito de barrar a disseminação da pandemia. Segundo nota emitida pelo sindicato das empresas de transporte coletivo da cidade, os motivos para o não retorno das atividades seria o prejuízo diante da queda de número de passageiros.

Esse é um dos inúmeros exemplos de como a irracionalidade capitalista funciona, não há interesse, por exemplo, em saber como os trabalhadores da saúde, profissionais de limpeza, dentre outras categorias irão se locomover para os hospitais. Certamente, tais empresários parecem almejar uma tática de apelação, pedindo mais recursos dos trabalhadores para subsidiar seus lucros. Repudiamos essa visão reacionário e oportunista em um período de crise sanitário, reforçamos que, se não é do interesse desses empresários, que os rodoviários assumam o controle, abram os livros de contabilidade para desvelar todas as mesquinharias e oportunismos do empresariado da cidade de Campina Grande e junto à população avancem para um sistema gratuito que atenda às necessidades reais.




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