Sociedade

TRAGÉDIA MARIANA

Empresas autoras e impunes pela tragédia em Mariana ainda não tem plano de recuperação

sexta-feira 20 de abril| Edição do dia

As empresas BHP Billiton e Vale, proprietárias da mineradora Samarco, tem até o dia de hoje (20) para apresentar um plano de reparação aos danos causados após aquele que é considerado o maior desastre ambiental do país e que foi responsável pela morte de 19 pessoas cidade de Mariana, no dia 5 de novembro de 2015, além da contaminação do Rio Doce e de uma extensa área após o rompimento da barragem de Fundão que lançou milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de mineração.

Vale lembrar que não há qualquer diagnóstico detalhado dos impactos ambientais e econômico-sociais mesmo depois de todo este tempo e a empresas contam com a ajuda do Estado e do sistema judiciário para continuar impunes já que após ação movida contra as mesmas foi suspensa para que se pudesse chegar a este acordo de reparação. Na verdade o acordo tinha como prazo final a data de 30 de junho de 2017, mas foi prorrogado para outubro, depois novembro e agora para a data de hoje.

Se o acordo não for assinado deve voltar a tramitar ação movida pelo MPF no valor de R$ 155 bilhões, que foi suspensa em julho de 2017 pela justiça federal, além de uma ação movida pela União, por estados e órgãos ambientais que determinava a criação de um fundo no valor de R$ 20 bilhões para recuperar a bacia do Rio Doce em 15 anos e que também foi suspensa em janeiro de 2017.

Todos os esforços são para que na prática estas empresas sigam impunes. Como mostramos em mais detalhes neste artigo em nome do lucro os capitalistas seguem destruindo o meio ambiente e a vida de milhões de trabalhadores e pouco importa a vida frente a necessidade desenfreada de explorar e acumular este lucro.




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