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CORONAVÍRUS NO RS

Empresários mentem sobre saúde dos rodoviários para lotar mais os ônibus em Porto Alegre

Empresários do transporte público de Porto Alegre afirmam que em três meses nenhum rodoviário foi diagnosticado com COVID-19. Trabalhadores contestam essa informação e denunciam a mentira de quem coloca o lucro à frente das vidas. Segundo trabalhador da Carris, só essa semana foram afastados 12 colegas testados com COVID-19.

quinta-feira 18 de junho| Edição do dia

Com a intenção de lotar ainda mais os poucos ônibus oferecidos, mantendo linhas extintas, empresários das empresas privadas de transporte urbano de Porto Alegre escondem a realidade à fim de tentar mostrar que o transporte é seguro e portanto mais passageiros podem viajar em pé nos ônibus. Por meio da Associação de Transportadores de Passageiros (ATP) a patronal irá solicitar o aumento de 30% dos passageiros que viajam em pé nos coletivos articulados e aumento de 50% nos ônibus normais.

Uma pesquisa por amostragem foi realizada dia 9 de junho, com o SestSenat fazendo apenas 90 testes em cobradores e motoristas das empresas privadas. São pelo menos 6500 trabalhadores do transporte no setor privado. Com essa pequena amostra, que não teve nenhum resultado positivo para COVID-19, os empresários querem avançar na lotação dos ônibus.

Marchezan e os empresários do transporte de Porto Alegre estão pouco se lixando para a população que precisa ir trabalhar. Muitos motoristas e cobradores não conseguem ter controle sobre a lotação dos ônibus, e as pessoas reclamam por ter que ficar na parada e esperar o próximo. As linhas extintas por Marchezan a pedido dos empresários seguem extintas. É um verdadeiro absurdo e um caos a situação do transporte em Porto Alegre e tudo para manter o lucro de meia dúzia de donos de empresas privadas.

Se os empresários da ATP choram por acumular dívida de 42 milhões durante a pandemia, que larguem o osso, deixem as empresas para serem administradas e dirigidas pelos trabalhadores e usuários. Que abram seus livros de contabilidade e mostrem para toda a população e para os trabalhadores do transporte em particular quanto esses 42 milhões representam diante de seus lucros anuais, sem dúvida uma ínfima parte.

Que a Carris assuma as linhas extintas e que mais linhas sejam criadas contratando inclusive todos os demitidos das empresas privadas de forma emergencial, sem concurso público, pois suas carteiras de trabalho já comprovam sua capacidade de desempenhar a função. Que todo o sistema seja estatizado sob controle dos trabalhadores e usuários, somente assim teremos um transporte de qualidade que não terá seu sentido de existência no lucro ganancioso dos capitalistas, mas na qualidade de vida da população trabalhadora que gastará menos tempo indo para casa e viajará com todas as medidas de segurança necessárias durante a pandemia e sem dúvida com menores custos.




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