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Empresários mandam funcionários irem à Paulista defender que população não possa votar em quem ela quiser

Começou circular esta segunda feira nas redes um comunicado da empresa de telecomunicações SKY liberando seus funcionários para participarem das manifestações convocadas por setores da direita golpista em prol da prisão do ex presidente Lula.

segunda-feira 2 de abril| Edição do dia

Começou circular esta segunda feira nas redes um comunicado da empresa de telecomunicações SKY liberando seus funcionários para participarem das manifestações convocadas por setores da direita golpista em prol da prisão do ex presidente Lula.

A SKY não foi a única a demonstrar sua euforia com o golpismo, empresários da construção civil também estão liberando seus funcionários para "fazer volume" na Avenida Paulista, segundo comunicado de Sergio Waib, empresário ligado a outra gigante dos meios de comunicação, a Band.

O processo contra Lula é arbitrário e está correndo em tempo recorde, justamente porque tem o objetivo político descarado de impedir sua candidatura. Nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores não apoiamos à Lula e nem à sua candidatura, mas defendemos o direito do povo decidir em quem votar, partindo da análise de que sua condenação é uma manobra dos setores golpistas para aprofundarem os ataques sobre a classe trabalhadora com o aval das urnas. Lutar contra a possível prisão de Lula não pode significar repetir a trágica experiência petista.

O fato de empresas como SKY - a segunda maior empresa de TV por assinatura do país - escancarar que está nesta campanha pela prisão do Lula deixa nú aos olhos como o capitalismo está intrinsicamente relacionado com as manobras políticas. Os empresários querem a continuidade do golpe para conseguir melhores maneiras de atacar classe trabalhadora, querem sequestrar direito da população votar em quem ela quiser pois querem ataques maiores e mais rapidos do que PT promete e consegue entregar.

Quando dizemos que o Estado nada mais é do que o balcão de negócios da burguesia, é disso que estamos falando: os grandes grupos econômicos tentam a todo custo impor seus interesses, mesmo que para isso tenham que escancarar o anti-democrático que é a chamada de "democracia burguesa".

Nossa batalha precisa ser a unidade das filas da classe trabalhadora junto com a juventude, as mulheres, negras e negros e o povo pobre; para mobilizar a força da classe trabalhadora paralisada por suas direções bucrocráticas, como desenvolvemos neste editorial. Este é o caminho para derrotar os planos dos golpistas, dos capitalistas e da direita e conquistar nossas demandas.




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