CORRUPÇÃO SÃO PAULO

Empresários compram vista grossa de fiscais de propaganda ilegal na capital paulista

A CBN realizou uma investigação que revela o pagamento de propina por parte de empresários a fiscais da prefeitura da cidade para liberar a disseminação propaganda publicitária pela cidade que violam a Lei Cidade Limpa, de 2007.

segunda-feira 31 de julho| Edição do dia

(FOTO: Pedro Durán/CBN)

Com uso inclusive de tabelas que precificam o valor das propinas conforme o valor dos materiais necessários, fiscais se encontram com empresários interessados em violar a Ler Cidade Limpa para fazer propaganda principalmente de imobiliárias e venda de carros. Uma máfia que conta com a participação também de ex-funcionários da prefeitura em parceria com empresários para que estes possam ignorar a lei sem o perigo de fiscalização dos agentes públicos, no máximo pequenas multas.

A "máfia da Cidade Limpa" funciona há anos em São Paulo, portanto teve conivência de prefeitos como Haddad, do PT, e que segue recebendo vista grossa por parte da prefeitura de Dória. Após a reportagem da CNB, Doria disse ter afastado suspeitos de envolvimentos com essa máfia. Uma ação do prefeito para tentar se fazer "intolerante à corrupção", mas que foi abertamente tolerante com o aumento evidente de publicidade nas ruas da cidade. Não bastasse isso, ele as incentivou.

O tucano contribui com o marketing e a propaganda que polui visualmente a cidade e transforma o espaço público em um espaço morto visualmente desde o início de sua gestão. Portanto, não teria sido um incomodo para o prefeito que essa prática seguisse acontecendo debaixo do seu nariz, pois agrada inclusive setores empresariais próximo ao prefeito.

Desde o início do ano o prefeito tem pintado os muros da cidade de cinza, apagando o maior mural a céu aberto da America Latina e diversas outros grafites e expressões da arte de rua da cidade. Além disso, o prefeito tem dado abertura aos seus colegas empresários a usarem os espaços da prefeitura, que são de interesse público, para fazer propaganda de empresas que fazem doações "desinteressadas" à cidade.

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