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BOLSONARISMO

Empresário da “Morte dos CNPJs” que marchou junto com Bolsonaro já foi condenado duas vezes por cartel

Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ), que chora pela morte de CNPJ, não parece ter tamanho pudor em cometer práticas ilegais.

segunda-feira 11 de maio| Edição do dia

Semana passada, um grupo de empresários junto a Paulo Guedes e Bolsonaro foram lamentar na frente do STF diante da “morte dos CNPJs” – para ser mais claro, Bolsonaro e seu governo estão demarcando território, feito vira-latas, deixando bem claro: estão mais que prontos para salvar os lucros de grandes empresários corruptos, com sangues nas mãos. O excelentíssimo senhor Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ), já foi condenado duas vezes por formação de cartel e estava junto na marcha fúnebre. Nada como reclamar de uma diminuição de seus lucros enquanto o país contabiliza mais de 9 mil mortes por COVID-19, fora a subnotificação.

Dentre essas duas condenações, a primeira foi devido a um acordo entre certas empresas para divisão de clientes e fixação de preços com a finalidade de manter a participação de mercado, assim como a troca de informações comerciais importantes entre concorrentes. Essas práticas duraram de 2001 a 2006, contando com o auxílio da Abraflex, de que Synésio era presidente na época, e que, segundo o Cade, induzia e coordenava as tentativas de uniformização de preços e estratégias comerciais do setor. Ele foi julgado e condenado por essa ação em 2018. Mas claro, como um bom burguês, um homem de negócios, ele não podia parar por aí! Sua sede de lucro, sua vontade grotesca de eliminar qualquer obstáculo para sua própria riqueza e ganância não podiam parar. Agora, em 2015, o Cade condenou nosso excelentíssimo amigo e a Abrinq já que a associação convocou, em setembro de 2006, uma reunião com representantes do setor para discutir a fixação de preços mínimos para importação de brinquedos e a criação de barreiras à entrada de novos agentes e dificuldades de permanência para outros.

Lênin já afirmava em 1916 em sua obra “Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”: a era do capitalismo de concorrência, de livre mercado, acabou – dando lugar a era dos monopólios, na qual algumas gigantescas empresas controlam e confraternizam entre si para esmagar os pequenos e médios empresários. Isso tudo com pleno aval do Estado, haja vista a sua calorosa manifestação junto de Bolsonaro semana passada.

Pessoas tão degradantes e miseráveis, membros da elite econômica brasileira lambe-bota dos Estados Unidos, como Synésio, só demonstram: os ricos querem aumentar seus lucros, ganhar o máximo possível, mesmo que seja às custas das mortes de milhares de pessoas – e Bolsonaro e os militares vão fazer de tudo para que isso aconteça. E não pense que o STF e o Congresso são bonzinhos também, visto que aprovaram o salvamento milionário para os bancos mês passado.

Basta! Temos que lutar contra essa corja capitalista, que só dormem a noite porque estão muito confortáveis em suas mansões e iates, mas que ficaram sem poder piscar os olhos quando as massas se levantarem e gritarem! Por isso defendemos: por um Assembleia Constituinte livre e soberana – que as trabalhadoras e trabalhadores decidam os meios pelos quais vão combater a mortal pandemia de COVID-19, que a classe que produz controle a produção e a gestão da economia – não meia dúzia de corruptos sanguinários.




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