Mundo Operário

CORONAVÍRUS E AEROPORTOS

Empresa terceirizada se aproveita da pandemia para coagir trabalhadores a abrir mão dos salários

Recebemos denuncias de trabalhadores terceirizados do aeroporto relatando estarem sendo coagidos pela empresa Orbital a assinarem uma carta que diz que “por livre e espontânea vontade” solicitariam a empresa terceirizada a “concessão de uma licença não remunerada e a conseqüente suspensão de meu contrato de trabalho pelo prazo de 180 dias”.

sábado 21 de março| Edição do dia

Uma medida oportunista e absurda da empresa de forjar um documento mentiroso para judicialmente usar contra os trabalhadores e os impedir de entrarem com ações contra a empresa, forçando-os a assinarem algo que não concordam afinal nenhum deles esta “por livre e espontânea vontade” abrindo mão do próprio salário, ainda mais num momento de pandemia.

Uma medida cruel e revoltante da Orbital, uma das maiores e mais lucrativas empresas terceirizadas no aeroporto, que lucra em cima de um trabalho precário, já exposto a acidentes de trabalho e baixos salários, e agora, no momento onde os trabalhadores mais precisam de condições financeiras para enfrentar a doença, se alimentar bem e cuidar das suas famílias, a empresa demite os funcionários. Se a demissão em si já é absurda, a coação a assinarem a carta se torna ainda mais escandalosa, obrigando os trabalhadores a acatarem a uma decisão que não é deles e que tão pouco tem acordo.


Carta de afastamento dada aos funcionários

Nenhum trabalhador deveria assinar uma carta mentirosa e ilegal, pelo contrario, a empresa deveria garantir o salário de todos os funcionários e principalmente aqueles que estão no grupo de risco. Garantindo licença remunerada a todos para que possam cuidar de si e de suas famílias sem precisarem se preocupar com o salário. Ao contrario as empresas, que tem seus lucros acumulados por anos, expõe os trabalhadores ao vírus no local de trabalho, e os demitem fazendo ficarem sem dinheiro e sem direito a saúde numa situação de calamidade.

Frente a essa situação revoltante fica cada vez mais claro a necessidade dos trabalhadores tomarem o próprio destino em suas mãos, se organizando para impedir esses ataques patronais, partindo de não assinar essa farsa da empresa, mas mostrando que se são os próprios trabalhadores que até hoje mantiveram os aeroportos ele podem tomar a organização do aeroporto e garantir que suas riquezas estejam a serviço de cada trabalhador ali, e não para o acumulo de capital de alguns empresários.

O destino dos trabalhadores não esta vinculado ao que a empresa diz, eles podem mudar isso, nesse momento de calamidade só os trabalhadores podem resolver a crise colocando as riquezas nacionais a serviço de si mesmos e da população. Lutando contra as demissões, pela reversão dos cortes em saúde e educação para que todos tenham acesso a medicina de qualidade. Por isso defender um SUS 100% estatal com novas contratações, construção de hospitais e leitos para todos que necessitem, para que ninguém morra por falta de atendimento.




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