Sociedade

RAÇÃO HUMANA

Empresa que produziria a ração de Doria pretendia produzir adubo

A Plataforma Sinergia havia apresentado em 2011 uma proposta à prefeitura de São Paulo para a produção de adubo com os resquícios orgânicos de alimentos vencidos

segunda-feira 30 de outubro| Edição do dia

Há seis anos a Plataforma Sinergia já buscava parcerias com a prefeitura de São Paulo, na época sob o comando de Gilberto Kassab (DEM). Um dos projetos apresentado em 2011 era direcionado aos pequenos produtores agrícolas. A ideia original, publicada no diário oficial, era “para melhorar o tratamento de resíduos gerados por estabelecimentos do setor de turismo, principalmente hotéis, restaurantes e bares (...). A parceria propõe a compostagem de resíduos orgânicos para a produção de adubos, que serão usados por pequenos agricultores”. O projeto, no entanto, não entrou em vigor por “dificuldades logísticas”.

Na mesma época a plataforma Sinergia também procurou o vereador Gilberto Natalini (PV) autor da lei que institui diretrizes para a Política Municipal de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos, a respeito da farinata. Na época a parceria não teve sucesso.

Para conseguir incentivos fiscais a Plataforma Sinergia tem atirado para todos os lados com a benção do prefeito-gestor João Doria. Claramente a preocupação não é nem com a situação dos mais pobres, a quem inicialmente a farinata se destinava, nem com as crianças, a quem Dória cogitou oferecer o “allimento”. O objetivo é lucrar às custas da miséria que o capitalismo impõe a milhões no Brasil. Mesmo que custe sua saúde e suas vidas. Vale lembrar que a plataforma Sinergia já fez vítimas, como o caso da clínica de Jarinu, com 14 mortes.

Para João Doria, o prefeito dos patrões, a regra é: às empresas incentivos fiscais e muito dinheiro, aos pobres ração!




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