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Empresa da ciclovia que desabou fará o projeto de privatização da CEDAE

Na semana passada, mais um episódio revoltante da tentativa de privatização da CEDAE mostrou novamente que o objetivo é acabar com os serviços de água e esgoto do povo carioca.

segunda-feira 21 de agosto| Edição do dia

FOTO: Crédito Custódio Coimbra / Ag. O Globo

Na semana passada, a Concremat Engenharia e tecnologia S/A, empresa conhecida dos cariocas por ter construído a Ciclovia Tim Maia que desabou com a onda do mar matando 2 pessoas, ganhou o direito de novamente colocar em risco a vida dos cariocas e fluminenses com a privatização da CEDAE.

O consórcio entre Concremat, Banco Fator S/A e Vernalha Guimarães & Pereira Advogados Associados venceu o leilão organizado pelo BNDES, ganhando com o lance de R$ 6,787 milhões o direito de estruturar a proposta de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro.

Como denunciamos em 2016, o desabamento da ciclovia Tim Maia era mais um caso de corrupção do PMDB, já que a empresa que recebeu 44 milhões pela obra assassina pertence ao ex secretário de Turismo, Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello, neto de Mauro Viegas Filho dono da empreiteira.

Neste ano, a Concremat teve 80% de suas ações vendidas para a empresa chinesa CCCC, ou seja, além de o BNDES dar o direito de definir como deve ser a venda da água e do esgoto do povo do Rio para a iniciativa privada a uma empresa que é ré por matar 2 pessoas em obra superfaturada, esta empresa ainda por cima é controlada por interesses estrangeiros, que com certeza estão de olho nas imensas reservas hidrominerais da bacia do Guandu.

Como podemos ver, os esquemas de corrupção em benefício de transformar nossas vidas em lucro de um punhado de empresários, rola solto e "legalizado". Mesmo com tantos escândalos, como por exemplo quando em 2016, o ex secretário de Eduardo Paes foi alvo de uma sentença junto à empresa L21, a sentença determinava a devolução de R$ 5,155 milhões aos cofres públicos, por ter financiado bailes de carnaval em 2011 e 2012 em contratos de atividades que beneficiavam empresas privadas.

É desta forma que usam o estado e as empresas públicas para fazer valer interesses particulares e privados do lucro dos capitalistas, tentando vender uma empresa tão importante para o estado, em um negócio que infringe inúmeras legislações e é alvo de centenas de ações declarando a legalidade do processo da venda. Nossas vidas não valem o lucro da criminosa Concremat responsável pela morte de duas pessoas na ciclovia Tim Maia, ou os lucros das empresas beneficiadas pelos incentivos fiscais do governo Pezão que deixou milhares de servidores sem receber e fez esta chantagem para entregar a água que é do povo, enquanto o lucro dos capitalistas segue intacto.

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