Sociedade

CORRUPÇÃO

Empresa da Playlist do Metrô SP tem endereço fantasma e contatos telefônicos falsos

Juan Chirioca

RIO DE JANEIRO

quarta-feira 18 de julho| Edição do dia

Como já denunciamos no Esquerda Diário o governo de São Paulo vem gastando R$40mil por mês numa playlist que é tocada nos vagões do metrô de São Paulo. Agora veio a público em nota da Rede Brasil Atual irregularidades relativas a esse gasto de R$40mil.

A empresa que vem oferecendo o serviço da playlist pro Metrô SP, projeto intitulado de “Metrô+Música” é o “Instituto de Cultura e Cidadania (Icult). No entanto, não existe menção da empresa nem da contratação nem no Diário Oficial do Estado de SP nem no Portal da Transparência do governo de São Paulo. Não existe nem contrato do projeto nem edital ou licitação do projeto “Metrô+Música”.

Como se isso fosse pouco, o endereço no qual a empresa supostamente estaria sediado, não tem o tal Instituto de Cultura e Cidadania, os telefones oferecidos para contato não estão relacionados realmente com a empresa e o superintendente da empresa Júlio Antônio Arelaro é conselheiro da secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

No Brasil de hoje isto não é novidade. Todo dia vemos nos jornais algum filho de político sendo nomeado para cargo de confiança ou assumindo algum alto cargo no serviço público. Esquemas de corrupção para favorecer empresários e aliados de políticos burgueses ou absurdos ainda maiores como o Pezão parcelando em 2 mil anos a dívida da Cerveijaria Petrópolis.

Isso não é só um avanço nas práticas corruptas dos políticos da ordem, mas a forma na qual funciona o Estado, para favorecer os interesses dos setores capitalistas, em detrimento dos interesses das classes menos favorecidas.

Um passo para acabar com essa situação é fazer com que todo político seja revogável e ganhe o mesmo salário de uma professora, conforme o salário mínimo estimado pelo DIEESE, também a estatização da totalidade do sistema metroviário, mas sob controle dos trabalhadores e também dos usuários. Não deveria ter empresas lucrando com os serviços básicos, pois a precarização hoje dos serviços públicos não é por falta de recursos, como estamos vendo hoje o governo de São Paulo gasta R$40mil por mês tranquilamente numa playlist que está longe de combater o stress dos usuários. A precarização hoje é consciente e com o objetivo de assim garantir a futura privatização da totalidade do sistema, o que vai se traduzir em mais precarização e aumento das passagens para os usuários.




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