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PAULO GUEDES

"Empregada doméstica ia para Disney", Guedes mostra ódio aos pobres ao defender dólar alto

Depois de chamar funcionário público de parasita, o ultra-liberal Paulo Guedes aponta para as empregadas domésticas.

quinta-feira 13 de fevereiro| Edição do dia

Depois de chamar os funcionários públicos, agora Guedes ofende as empregadas domésticas: “Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. [Era] todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada”, disparou.

As atrocidades que esse homem fala não deixam a desejar das suas ações. O estrago de uma reforma da previdência fará para as futuras gerações terão um alcance brutal. O modelo chileno em amplo questionamento no país vizinho é só um alerta de qual é o seu projeto para o Brasil.

Guedes revela a faceta racista de seu projeto, a profissão das empregadas domésticas se originou do passado escravista das mulheres negras que trabalhavam na cozinha. E hoje, no país a enorme maioria de empregadas domesticas são mulheres negras, que sofrem várias humilhações e preconceitos por conta disso.

“Vai passear em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeira do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear o Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, afirmou.

Depois Guedes buscou se corrigir e reestruturar a frase sobre as empregadas domésticas, mas o significado não mudou muito. “Vão dizer ‘ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia’. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo mundo estava indo para a Disneylândia”, declarou.




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