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POLÍCIA ASSASSINA

Em treinamento aberto PM brada: “Eu miro na cabeça e atiro é pra matar”

sexta-feira 31 de agosto| Edição do dia

Imagem: Reprodução

Cantando: “Eu miro na cabeça, E atiro pra matar, Se munição eu não tiver, pancadaria vai rolar”, um batalhão da PM passou em treinamento pela Ana Costa, movimentada avenida de Santos, no litoral paulista, na manhã desta quinta-feira (30).

A Polícia Militar se defendeu através de nota que “o vídeo veiculado nas redes sociais não reflete os princípios adotados pela Instituição [...] os instrutores responsáveis foram afastados da atividade de docência e foi instaurado procedimento disciplinar para apuração”. O método usado pela PM de São Paulo, desde 1998, é o Método Giraldi. A doutrina prega a mudança da cultura de morte sendo que “não há como escolher pontos de acerto no agressor; dispara-se na direção da sua silhueta”, logo, a expressão de atirar na cabeça onde o objetivo claro é matar os que mais sofrem a repressão estatal o povo pobre e negro.

Veja o vídeo aqui:

No Rio de Janeiro a intervenção federal que tem oito meses, demonstra a ineficiência em resolver os problemas a qual se propôs e aumenta os números de morte e criminalidade. Ela representa o estado que se utiliza dos aparatos repressivos, e garante também espaço para outras organizações repressivas, como as milícias, que aterrorizam a população. Também rememorando Marielle Franco que era mulher, negra e lésbica, parte da comunidade da Maré e denunciava as operações nas favelas cariocas, regidas por grande violência policial. Seu assassinato teve repercussão internacional e há 170 dias o caso encontra-se sem resposta.

Em relatório o número de mortos pela polícia na intervenção federal no Rio é de 736, o maior nos últimos 5 anos.

E Temer acha “extraordinário” o terror promovido pela Intervenção Federal numa prova do seu cinismo mórbido dado em evento na cidade do Rio com o governador e o prefeito da capital.

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