Sociedade

INDÍGENAS

Em todo país se organizam marchas indígenas contra o Bolsonaro

Contra medidas brutais do governo, diversos grupos saíram em protesto e solidariedade pelos povos nativos brasileiros.

sexta-feira 1º de fevereiro| Edição do dia

Centenas se reuniram em ato hoje, 31 de janeiro, na Avenida Paulista em São Paulo e em diversos outros locais do país, contra as ações opressivas do governo federal às populações indígenas, decorrentes da postura do novo presidente.

Bolsonaro, conhecido desde os anos de deputado por declarações contra tal população, agora à frente do Executivo põe em prática diversas medidas que podem causar um etnocídio, ou propriamente genocídios. A demarcação de terras indígenas, já atacada pelos governos do Temer ou do próprio PT, agora nas mãos de um general ultradireitista, indicado por Bolsonaro, são revisadas em prol dos interesses de mineradoras, como é caso da Reserva Raposa do Sol, que seria supostamente uma das áreas mais ricas do país em recursos hídricos e minerais.

Além disso, o ultradireitista Bolsonaro, junto com seu braço privatizador Paulo Guedes, tem intenções de vender empresas estratégicas para aumentar o saque imperialista e a opressão ao povo nativo brasileiro, como se mostrou na venda a preço de banana da Embraer e as intenções de venda da Eletrobras.

Ainda mais, com o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), fica claro o espírito predatório das empresas mineradoras com as populações originárias e comunidades residentes perto de barragens de minérios, que dispõe suas vidas a tal terras que após “acidentes” são arruinadas pelo lixo industrial, algo que poderia ser evitado, caso não fosse pensamento retrógrado do lucro pelo lucro feito por essas organizações.

Por isso é necessário, que a classe trabalhadora como um todo, uma classe a qual indígenas, quilombolas, ribeirinhos e a população residente perto de barragens participa, seja no campo ou na cidade, defenda o controle popular das mineradoras e sua gestão feita pelos trabalhadores sem indenização aos capitalistas e igualmente defender a demarcação de terras indígenas para que os próprios possam autodeterminar seus destinos e terem direito ao que de mais avançado um Estado possa dar, como saúde, educação(com direito à educação do próprio idioma e da própria história e cultura), lazer, comida, trabalho e etc.




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