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Em sábado no meio da quarentena, Senado aprova ataque aos servidores

Sessionando em pleno Sábado, no meio da quarentena, o Senado Federal dá o seu "presente" aos trabalhadores logo após o 1º de Maio: congelamento do salário dos servidores, proibição de contratações e de concessões de progressões de carreira.

domingo 3 de maio| Edição do dia

Após dias de discussão e negociação, o Senado, em sessão remota em pleno Sábado no meio da quarentena, aprovou o pacote de "resgate" da União aos estados. No entanto o pacote vinha embutido de uma série de ataque aos servidores como o congelamento dos salários até dezembro do ano que vem. Além disso, também fica proibida a reestruturação da carreira, contrato de pessoal (exceto para repor vagas abertas) e concessão progressões da contratação de novos servidores pelo mesmo período, válido para União, estado e municípios.

O projeto segue agora pra Câmara, mas Rodrigo Maia falou que pretende votar logo na segunda feira e Bolsonaro anunciou que pretende sancionar o projeto na terça. Engraçado como tamanha rapidez desses senhores para atacar os trabalhadores não foi vista no projeto de lei do auxilio emergencial.

O projeto foi votado após um acordo que envolvia o governo federal e os presidentes das duas casas, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, ambos do DEM. O mais paradoxal é que esse ataque aos servidores acontecem logo depois do 1º de Maio em que as grandes centrais sindicais burocráticas convidaram ambos pro seu ato, para que se construísse uma "frente ampla pela democracia contra Bolsonaro". Ou seja logo após esse ação nefasta das centrais, esses 2 algozes dos trabalhadores voltam a atacar os trabalhadores e ainda por cima em acordo com o próprio governo federal, mostrando que quando o assunto é atacar os trabalhadores, a oposição entre Maia, Alcolumbre e Bolsonaro parece esvanecer.

Essa política traidora das centrais, que inclui a CUT, dirigidas pelo PT, está em sintonia com a política dos seus parlamentares. Após o acordo ter sido costurados, os parlamentares petistas, juntos a de outros como PSB e PDT mudaram sua posição de obstrução para votar a favor do projeto, que foi a provado com 79 votos a favor e apenas 1 contra.

Apesar de suas diferenças, o Congresso, os governadores o Governo Federal vem mostrando seu consenso em descarregar a crise atual em cima dos trabalhadores, enquanto salvam os banqueiros e ainda contam para isso com os grandes partidos de oposição, como PT, PSB e PDT, que além de votar a favor do projeto, também dividem o palanque do 1º de Maio com esses algozes dos trabalhadores.




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