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Em reunião com Maduro, Putin faz demagogia sobre o uso da violência contra Venezuela

Nesta terça (5), houve uma reunião entre o presidente da Venezuela Nicolas Maduro e o Presidente da Rússia Vladmir Putin para tratar de acordos bilaterais. Durante o encontro, o Presidente Russo que utiliza da violência contra os grupos de mulheres e LGBTs que exigem liberdades no país, repudiou demagogicamente as ameaças de uso de força contra o regime.

quinta-feira 6 de dezembro| Edição do dia

Foto: Foto: Maxim Shemetov/Reuters

Em meio de uma grande crise em seu país, Maduro tem feito viagens diplomáticas em busca de apoio. Na terça-feira, o presidente venezuelano se reuniu com Putin, para fechar acordos comerciais bilaterais entre os dois países. Os detalhes do acordo não foram divulgados. Apesar disso, o presidente da Rússia afirmou:

Certamente, condenamos qualquer ação que tenha uma clara natureza terrorista, qualquer tentativa de mudar a situação com ajuda da força. - afirmou Putin - Sabemos que a situação na Venezuela continua complicada. Apoiamos os esforços para conseguir o entendimento na sociedade e a normalização das relações com a oposição.

A declaração de Putin é a comprovação de como os interesses econômicos criam afirmações baseadas na mais absoluta demagogia. Dentro de suas fronteiras, Putin foi responsável por incontáveis atos de violência estatal contra os grupos de LGBTs e mulheres que lutaram ali por direitos e liberdades individuais negadas pelo Estado, como a legalização do aborto e o direito ao matrimônio equalitário. O governo fecha os olhos para um dos maiores crimes que ocorrem no mundo contra a população LGBT, a tortura sistemática permitida por lei na Chechênia, território russo.

A demagogia também se estende ao terreno das relações internacionais. Tanto no caso da crise síria quanto da crise política na Ucrânia, Putin utilizou o exército e o poder político da Rússia para intervir nos países, buscando posições no território do Oriente Médio e controlando o andamento das eleições ucranianas.

No caso da Venezuela, o posicionamento de Putin visa disputar os rumos do país contra a intervenção norte-americana, que pela via dos grupos opositores a Maduro, tem buscado novas posições de poder dentro do país, junto a movimentos de reorganização dos EUA também em outros países da América Latina. Correm rumores agora de que Trump planeja uma intervenção militar no país. Em setembro, o presidente americano disse:

Todas as opções estão na mesa. Todas. As mais fortes e as mais brandas. Cada opção - e vocês sabem o que quero dizer com forte

Dias antes, o presidente Venezuelano se encontrou com Erdogan, presidente da Turquia, para assinar acordos de cooperação. Maduro já tinha ido também a cerimônia de posse do presidente turco, em julho.

Em meio às disputas interburguesas dos rumos do país, é preciso apresentar uma via independente dos trabalhadores para enfrentar a enorme crise que o país vive, combatendo o desemprego com planos de obras públicas e colocando as riquezas nacionais sob controle dos trabalhadores, a partir da batalha por um governo de trabalhadores de enfrentamento ao capitalismo.




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