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Brutal repressão no Instituto Nacional: Força Especial entra em salas e usa gás contra estudantes

Nessa última quarta, ocorreram novos incidentes no Instituto Nacional no Chile, devido à brutal repressão exercida por policiais da Força Especial (FFEE) de Carabineros, que chegaram a entrar em salas de aula e usar gás lacrimogêneo mirando os estudantes.

sexta-feira 21 de junho| Edição do dia

Mais uma vez a FFEE de Carabineros entrou no Instituto Nacional reprimindo estudantes, até mesmo dentro de suas salas de aula, demostrando repetidamente a política repressiva do governo de Piñera, que se expressa desde o envio constante da polícia para violentar os jovens, até o projeto "Aula Segura" que facilita a criminalização nos estabelecimentos educacionais e as expulsões daqueles que se organizam.

Os estudantes denunciam que foram atacados com gás lacrimogêneo os e reprimidos dentro de suas salas de aula, o que pode ser visto nos diversos vídeos que circularam nas redes sociais e se viralizaram amplamente.
Por outro lado, ocorreu um incidente que terminou por ter um jovem queimado pela explosão de um molotov devido ao disparo de tiros de perdigones pela polícia. De acordo com os jovens, "não se tratou de uma má manipulação do artefato incendiário e, sim, que foi o perdigão [projétil] que desatou o incidente".

Essa política repressiva por parte do governo, do prefeito Alessandri (RN) e a ministra da Educação Marcela Cubillos - devido a qual, Carabineros entram no Instituto, há semanas, agredindo estudantes, levando-os detidos, lançando bombas lacrimogêneas - está totalmente relacionada com políticas nacionais como a Aula Segura e o Controle de Identidade Preventivo que, atrás de um falso discurso "contra a delinquência" e para "proteger os professores", têm um objetivo central: criminalizar a juventude e institucionalizar medidas que permitam desarticular e reprimir qualquer tentativa de organização estudantil, como é o caso dos estudantes secundaristas, dando poderes para que Carabineros entrem nas escolas, diretores possam expulsar, entre outros.

Frente a essa situação se faz mais urgente do que nunca que organismos estudantis como a Confech, federações estudantis, Aces, Cones, junto com o Colégio de Professores [sindicato], rechacem categoricamente esta ofensiva repressiva e convoquem imediatamente uma paralisação nacional da educação, com unidade dos setores, para enfrentar a repressão e pelas demandas da paralisação de docentes e mineiros do norte.




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